Câncer de rim: exames de imagem revelam aumento de 444% em achados renais
Levantamento da FIDI destaca crescimento expressivo em diagnósticos e reforça importância da detecção precoce
O Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado em 18 de junho, chama atenção para uma doença que muitas vezes se desenvolve silenciosamente e é frequentemente descoberta incidentalmente em exames de imagem realizados por outros motivos. Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) revelou um aumento de 444% nos achados renais entre maio de 2018 e maio de 2026, reforçando a importância da conscientização e do diagnóstico precoce.
Durante esse período, foram realizados 27.785 exames com achados renais. Os anos de 2024 e 2025 registraram os maiores volumes históricos, com 4.570 e 4.585 casos, respectivamente. Apenas nos primeiros cinco meses de 2026, já foram contabilizados 1.886 achados, indicando a continuidade dessa tendência.
Perfil dos pacientes e incidência
A média de idade dos pacientes com achados renais foi de 59,9 anos, com pico aos 62 anos. A faixa etária entre 51 e 70 anos concentrou 52% dos casos, destacando a necessidade de exames regulares nessa fase da vida. No Brasil, dados do Instituto Oncoguia, baseados na Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, indicam que em 2022 foram registrados mais de 11 mil casos de câncer de rim, sendo cerca de 7 mil em homens. A doença é rara antes dos 45 anos e mais comum entre 50 e 70 anos.
Importância dos exames de imagem
O radiologista da FIDI, Dr. Harley de Nicola, destaca que o câncer de rim costuma ser silencioso nas fases iniciais, sendo muitas vezes detectado por acaso em exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. No levantamento, a tomografia foi o método mais utilizado, representando 78,5% dos achados renais, seguida pela ultrassonografia (15,2%) e ressonância magnética (5%).
Segundo o especialista, esses exames são essenciais não apenas para o diagnóstico, mas também para o estadiamento do tumor, planejamento do tratamento e acompanhamento pós-terapia. Lesões sólidas ou císticas complexas, especialmente aquelas que crescem ou apresentam contornos irregulares, requerem investigação detalhada.
Sintomas e fatores de risco
Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem sangue na urina, perda de peso e dor lombar persistente. Fatores como hipertensão, obesidade e tabagismo aumentam o risco da doença. Além disso, o uso inadequado e frequente de anti-inflamatórios e analgésicos sem orientação médica pode contribuir para lesões renais crônicas e potencialmente elevar o risco de câncer renal.
O Dr. Harley ressalta que o problema não está na medicação em si, mas no uso sem avaliação e monitoramento adequados, especialmente em idosos, diabéticos e pessoas com doença renal prévia, que podem sofrer lesão renal aguda devido à desidratação causada por vômitos, diarreia ou baixa ingestão de líquidos.
O alerta final é para que a população não ignore sintomas persistentes e mantenha acompanhamento médico regular, principalmente aqueles com fatores de risco. “É importante cuidar do rim hoje para viver melhor no futuro. Tenha uma vida saudável, controle a hipertensão e o diabetes, fique atento aos sintomas e não deixe de fazer exames de rotina”, conclui o especialista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



