Vape ajuda a parar de fumar? Pneumologista esclarece mitos e orienta caminhos mais seguros

Mesmo proibidos no Brasil, cigarros eletrônicos seguem em alta e podem reforçar a dependência de nicotina, alerta especialista

Mesmo proibidos no Brasil, os cigarros eletrônicos continuam em alta, alimentando dúvidas sobre sua eficácia para ajudar a parar de fumar. Segundo o pneumologista Dr. Ricardo Teixeira, credenciado da Omint, o vape não é uma alternativa segura para abandonar o tabagismo. Além de manter a dependência da nicotina, esses dispositivos contêm diversas substâncias químicas e metais pesados que podem causar irritações nas vias aéreas, doenças respiratórias graves e aumentar o risco de câncer.

Um levantamento da Universidade de São Paulo (USP), divulgado em 2024, apontou um crescimento de 600% no consumo de cigarros eletrônicos nos últimos anos, evidenciando a desinformação que ainda cerca esses produtos.

Riscos do vape e outras formas de consumo

O especialista destaca que o vape não é composto apenas por nicotina. Além disso, a quantidade de nicotina consumida pode ser muito maior do que a dos cigarros tradicionais, com alguns dispositivos equivalendo a cerca de 20 cigarros, e usuários intensivos realizando centenas de tragadas diárias.

Outras formas de consumo, como o tabaco artesanal e o narguilé, também apresentam riscos. O tabaco enrolado frequentemente não possui filtro, aumentando a inalação de alcatrão e monóxido de carbono. Já o narguilé pode expor o usuário a grande quantidade de fumaça em uma única sessão e aumentar o risco de transmissão de doenças pelo compartilhamento do equipamento.

Entendendo o vício e o hábito para parar de fumar

Dr. Teixeira explica que parar de fumar envolve compreender dois aspectos: o vício químico e o hábito comportamental. O vício se manifesta como uma necessidade urgente de fumar, enquanto o hábito está ligado a situações cotidianas, como o café, o pós-almoço ou encontros sociais.

O tratamento para o vício pode incluir acompanhamento médico, suporte psicológico e terapias de reposição de nicotina, como adesivos e gomas, sempre com orientação profissional. Para o hábito, é importante identificar os gatilhos e substituir o momento do cigarro por outras atividades.

Uso aceitável da nicotina no processo de cessação

As únicas formas consideradas aceitáveis de uso da nicotina são aquelas temporárias, dentro de programas de cessação do tabagismo, com o objetivo de reduzir gradualmente a dependência e facilitar a interrupção do tabagismo de forma segura.

Em meio ao aumento do consumo de cigarros eletrônicos, a recomendação mais segura é buscar informação confiável e apoio profissional para abandonar o tabagismo de forma eficaz e saudável.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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