Inverno agrava asma e reforça necessidade de tratamento contínuo
Ar frio, seco e ambientes fechados elevam riscos para asmáticos durante o inverno
Com a chegada do inverno, o ar frio e seco, aliado à permanência em ambientes fechados e pouco ventilados, aumenta o risco de crises respiratórias para quem convive com asma. Essa condição crônica, que afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, se agrava especialmente durante essa estação.
O mês de junho traz duas datas importantes para a conscientização sobre a saúde respiratória: o Dia do Pneumologista, em 2 de junho, e o Dia Nacional de Controle da Asma, em 21 de junho. Essas datas reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e tratamento contínuo para evitar complicações.
Impacto do inverno nas vias respiratórias
Segundo informações do Hospital Nipo-Brasileiro, o inverno favorece a circulação de vírus e bactérias devido à baixa umidade do ar e à maior permanência em ambientes fechados. Isso eleva os casos de gripes, resfriados e outras doenças respiratórias, além de aumentar a exposição à poluição e às mudanças bruscas de temperatura.
Para pessoas com asma, o ar frio e seco irrita as vias aéreas, comprometendo os mecanismos naturais de defesa e desencadeando crises mais frequentes e severas. Os sintomas típicos incluem dificuldade para respirar, tosse seca, chiado e sensação de aperto no peito, afetando principalmente crianças, adolescentes e idosos.
Dados do Ministério da Saúde indicam um aumento de 63% nas internações por asma entre 2020 e 2025, passando de 47.814 para 78.314 casos. Além disso, o Conselho Federal de Farmácia aponta que a doença é responsável por cerca de 350 mil internações e 2,5 mil mortes anuais no país.
Controle da asma e acesso ao tratamento
O pneumologista Rafael Futoshi Mizutani, do Hospital Nipo-Brasileiro, destaca que o maior risco para pacientes asmáticos no inverno é a falta de controle contínuo da doença. Muitos interrompem o uso das medicações ao sentirem melhora, enquanto outros enfrentam dificuldades para acessar serviços de saúde e medicamentos essenciais.
Essa realidade está alinhada com a campanha da Iniciativa Global para a Asma (GINA) em 2026, que enfatizou a importância do acesso a inaladores anti-inflamatórios, especialmente corticoides inalatórios, para controlar a inflamação e prevenir ataques graves. A GINA alerta que broncodilatadores de curta ação apenas aliviam temporariamente os sintomas, sem tratar a causa da doença.
Recomendações para o inverno
Para minimizar os riscos durante o inverno, o especialista recomenda:
- Manter a vacinação em dia, incluindo contra gripe, pneumonia e Covid-19;
- Praticar higiene frequente, como lavar as mãos;
- Evitar poeira, fumaça, cheiros fortes e uso excessivo de produtos de limpeza;
- Manter ambientes domésticos limpos e arejados;
- Realizar exercícios físicos em locais com boa circulação de ar e longe de vias poluídas;
- Usar roupas adequadas para manter o corpo aquecido;
- Hidratar-se bem e cuidar da pele com banhos mornos e rápidos.
Com informação e acompanhamento médico, é possível enfrentar o inverno com mais segurança e reduzir as crises respiratórias associadas à asma.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



