Inverno: 5 erros comuns no autocuidado respiratório
Infectologista alerta para automedicação, sinais discretos de pneumonia e a importância de vacinas e prevenção antes do pico de doenças.
Com a chegada do inverno, o ar mais seco e o aumento do tempo em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus e bactérias. Para quem quer atravessar a estação com mais segurança, a mensagem principal é clara: vacinas em dia, atenção aos sinais do corpo e nada de se automedicar.
O infectologista do Hospital e Maternidade Pro Matre Paulista, Dr. Lívio Dias, chama atenção para um ponto importante: algumas infecções respiratórias podem evoluir de forma discreta, inclusive a chamada pneumonia silenciosa. Isso é especialmente preocupante em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Por que o inverno exige mais cuidado
Segundo o especialista, a queda de temperatura e a redução da umidade do ar ressecam as mucosas das vias aéreas, enfraquecendo parte das defesas naturais do organismo. Ao mesmo tempo, a convivência em locais pouco ventilados facilita a transmissão de doenças respiratórias.
Nesse cenário, atualizar o calendário vacinal antes do pico de circulação dos agentes infecciosos faz diferença. O material destaca a importância da imunização contra Influenza e reforça a atenção à coqueluche, infecção bacteriana grave em bebês pequenos, além das novas estratégias de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que pode causar bronquiolite e pneumonia em bebês e também preocupa idosos.
Sinais que merecem avaliação médica
Nem todo resfriado é igual. Enquanto quadros leves costumam causar coriza, indisposição e febre baixa, os casos mais graves podem aparecer com febre persistente, piora do estado geral, cansaço intenso, chiado no peito ou falta de ar. Em idosos, a pneumonia silenciosa pode surgir com sinais menos óbvios, como prostração, confusão mental, perda de apetite e respiração piorando aos poucos.
O recado é direto: atrasar o atendimento ou recorrer a medicamentos sem orientação pode agravar o quadro.
Os erros mais comuns no autocuidado
A automedicação aparece como um dos principais riscos, inclusive com uso inadequado de antibióticos, xaropes, anti-inflamatórios e receitas caseiras. Além de mascarar sintomas, essa prática pode retardar o diagnóstico correto e favorecer complicações.
Já no dia a dia, algumas medidas simples ajudam na prevenção:
- beber água com frequência para manter as mucosas hidratadas;
- usar umidificadores com limpeza adequada;
- abrir janelas por alguns períodos do dia;
- higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel;
- cobrir boca e nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar.
Mais do que um cuidado individual, prevenir doenças respiratórias no inverno também ajuda a reduzir internações e a pressão sobre os serviços de saúde. Para as leitoras, vale o lembrete: em caso de sintomas persistentes ou piora rápida, a avaliação médica é o caminho mais seguro.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



