Flores na decoração: como integrar arranjos ao projeto
Denise Barretto explica como plantas, vasos e iluminação ajudam a criar ambientes mais acolhedores e coerentes desde o início do projeto.
Flores e folhagens não precisam ser um detalhe final da decoração. Em muitos projetos de interiores, elas já entram desde os primeiros estudos e ajudam a definir a atmosfera da casa. É essa a visão da arquiteta e paisagista Denise Barretto, que trata arranjos vegetais como parte da composição do espaço — junto com móveis, materiais, cores e iluminação.
Arranjos que conversam com a arquitetura
Segundo Denise, um arranjo nunca deve ser visto apenas como um vaso bonito sobre a mesa. A escolha das espécies, do recipiente e do lugar onde tudo será posicionado contribui para reforçar a linguagem do projeto e criar continuidade visual entre os elementos.
Em um dos exemplos citados, uma mesa oval e um vaso arredondado com lírios brancos acompanham a proposta de formas orgânicas do apartamento. A ideia é simples: quando a composição floral respeita as curvas, a paleta e os materiais do ambiente, o resultado parece mais natural e harmônico.
As plantas entram cedo no projeto
Para a arquiteta, o paisagismo não deve ser tratado como complemento tardio. Em seus projetos, as vegetações e os arranjos já aparecem nas imagens tridimensionais apresentadas aos clientes, participando da concepção desde o início.
Esse cuidado ajuda a definir a personalidade de cada espaço e a pensar como ele será vivido no dia a dia. Denise observa que plantas e flores podem influenciar a sensação de acolhimento, leveza e equilíbrio dentro de casa.
Luz, perfume e proporção importam
A iluminação também pesa na escolha dos arranjos. Luz natural ou pontos de luz bem planejados ajudam a destacar volumes, texturas e cores, criando novas leituras ao longo do dia.
Outro ponto importante é a proporção. Em ambientes menores, por exemplo, flores muito perfumadas podem concentrar demais o aroma e causar incômodo. Por isso, Denise recomenda observar não só a beleza da espécie, mas também seu efeito sensorial no espaço.
Entre suas preferidas estão proteas, antúrios, crisântemos de todas as cores e camélias. Ela diz ter carinho especial por flores antigas e rústicas, que carregam personalidade e presença visual.
O objetivo é somar, não competir
No fim, a proposta é que flores, arquitetura e decoração caminhem juntas. Quando essa combinação funciona, o ambiente ganha mais significado, conforto e elegância — sem que nenhum elemento precise disputar protagonismo com o outro.
É uma forma de pensar a casa como experiência, e não apenas como cenário: um espaço em que a natureza entra para completar a paisagem interna com intenção e equilíbrio.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



