Roche Brasil amplia licença parental para seis meses e reforça equidade de gênero
A partir de junho de 2026, colaboradores efetivos terão até seis meses de licença parental, independentemente do gênero ou configuração familiar
A Roche Brasil anunciou a ampliação da licença parental para até seis meses, válida para todos os colaboradores efetivos, independentemente do gênero ou da configuração familiar. A medida entrará em vigor a partir de 1º de junho de 2026, contemplando filhos biológicos ou adotivos, e casais hetero ou homoafetivos.
Equidade e corresponsabilidade no cuidado
O benefício iguala o período da licença parental ao da licença-maternidade, buscando promover uma divisão mais equilibrada das responsabilidades de cuidado, que historicamente recaem desproporcionalmente sobre as mulheres e impactam suas trajetórias profissionais. Segundo Lorice Scalise, presidente da divisão farmacêutica da Roche Brasil, a iniciativa atua diretamente sobre um dos principais vetores de desigualdade no mercado de trabalho, criando novos espaços para que homens e mulheres exerçam sua cidadania dentro e fora de casa.
Homens como agentes de mudança
A ampliação da licença parental é resultado da atuação da frente interna Men@Work, criada para discutir equidade de gênero por meio da revisão de comportamentos e práticas cotidianas. O grupo tem contribuído para deslocar o papel masculino de espectador para agente ativo na transformação cultural da empresa.
Essa iniciativa está alinhada com dados do relatório Women in the Workplace 2025, da McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.Org, que aponta o principal obstáculo à equidade no mercado de trabalho no início da liderança, conhecido como broken rung. A dificuldade na primeira promoção limita o avanço das mulheres e mantém o desequilíbrio nos cargos de maior senioridade. Medidas que promovem uma divisão mais equilibrada do cuidado, como a licença parental ampliada, atuam diretamente nesse ponto estrutural.
Impactos sociais e culturais
Além do ambiente corporativo, a Roche destaca que a presença ativa dos pais nos primeiros meses de vida da criança fortalece vínculos familiares e contribui para o desenvolvimento infantil, promovendo relações mais equilibradas dentro e fora do trabalho.
Carlos Martins, presidente da divisão Diagnóstica da Roche Brasil, reforça que para avançar de forma consistente na equidade de gênero é fundamental envolver os homens na transformação, ampliando a escuta, reconhecendo vieses e criando condições para uma atuação mais consciente, com a licença parental sendo parte dessa construção.
Mais do que um benefício, a licença parental ampliada se consolida como um instrumento de transformação cultural, incentivando uma divisão mais justa das responsabilidades e contribuindo para um ambiente de trabalho mais equitativo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



