Rio Belém vira laboratório vivo em projeto inédito
Iniciativa em Curitiba reúne estudantes, IFPR e Embrapa em restauração ecológica urbana com monitoramento de fauna e plantas nativas.
Um trecho do Rio Belém, em Curitiba (PR), está se transformando em um verdadeiro laboratório vivo de restauração ecológica urbana. O projeto, considerado inédito no Brasil, reúne estudantes, pesquisadores e educadores em uma proposta que combina ciência, preservação ambiental e aprendizado prático.
Coordenada pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) e pela Embrapa Florestas, com apoio da Associação de Educação Personalizada (AEP), mantenedora do Colégio do Bosque Mananciais, a iniciativa já apresenta os primeiros resultados positivos. As mudas plantadas no fim de 2025, em um trecho que passa pelo terreno do colégio, mostram crescimento consistente, com bom vigor e avanço em altura.
Ciência na prática com participação dos alunos
O diferencial do projeto está na participação ativa dos estudantes em todas as etapas. Segundo o diretor geral do Colégio do Bosque Mananciais, Alexandre Velilla Garcia, o trabalho de campo tem papel central na formação dos alunos. Eles acompanham o plantio, a identificação de espécies e a análise dos dados em uma abordagem de ciência cidadã.
Na prática, isso significa que a sala de aula vai além dos livros: os alunos observam, registram e ajudam a construir conhecimento sobre o próprio ambiente em que vivem.
Fauna local entra no radar do projeto
No primeiro semestre de 2026, uma novidade passou a integrar o processo: o monitoramento sistemático de organismos importantes para a regeneração natural, como abelhas nativas sem ferrão, besouros, borboletas, mariposas, aves e pequenos mamíferos.
O professor Gledson Bianconi, do IFPR, explica que o objetivo é ensinar os estudantes a coletar dados reais, analisar solo e vegetação e entender interações ecológicas como polinização e dispersão de sementes. A proposta é mostrar que o Rio Belém pode ser visto não apenas como um problema urbano, mas como um ecossistema em recuperação.
Modelo que pode inspirar outras cidades
Além de recuperar um trecho específico, o projeto busca consolidar um modelo de restauração ecológica urbana que possa ser replicado em outros contextos. A iniciativa aposta na integração entre conservação da biodiversidade, soluções baseadas na natureza e educação científica com participação da comunidade escolar.
Para Roberto Abia Fernández, diretor executivo da AEP, os resultados podem servir como base para futuras políticas públicas de conservação e gestão de áreas verdes em ambientes urbanos.
Iniciado no segundo semestre de 2025 e com duração prevista de 36 meses, o projeto já avançou em etapas como estabilização do talude, plantio de mudas nativas, manejo do solo e planejamento de ações contra espécies exóticas invasoras. Agora, o foco está no acompanhamento do crescimento da vegetação e no aprofundamento dos estudos sobre a fauna local.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



