HPV e colo do útero: por que vacinar é urgente
No Dia Nacional da Imunização, especialistas reforçam que a vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenir o câncer do colo do útero.
No Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, a vacinação contra o HPV ganha destaque como uma das principais formas de prevenir o câncer do colo do útero, que é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Apesar de estar disponível gratuitamente pelo SUS, a cobertura vacinal ainda é insuficiente para proteger adequadamente os adolescentes e alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar esse câncer nas próximas décadas.
Importância da vacinação contra o HPV
A persistência da infecção pelo HPV pode levar ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. A vacina atua prevenindo a infecção antes do contato com o vírus, sendo recomendada principalmente para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, antes do início da vida sexual. A oncologista Marcela Bonalumi, da Oncoclínicas, destaca que a imunização também previne outros tipos de câncer relacionados ao HPV, como os de vulva, ânus e vagina nas mulheres, e de pênis nos homens.
Dados preocupantes sobre a cobertura vacinal
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE, apenas 54,9% dos estudantes de 13 a 17 anos tinham certeza de que haviam sido vacinados contra o HPV. Outros 10,4% afirmaram não ter recebido a vacina, e 34,6% não sabiam informar seu status vacinal. Isso representa cerca de 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos e 4,2 milhões potencialmente vulneráveis à infecção. Entre os não vacinados, metade desconhecia a necessidade da vacinação, evidenciando a desinformação como um dos principais obstáculos para ampliar a cobertura.
Vacinação e exames de rastreamento: prevenção integrada
Além da vacinação, os exames ginecológicos de rotina, como o Papanicolau, são essenciais para o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero. O exame deve ser realizado anualmente e depois a cada três anos, entre 25 e 64 anos, para identificar lesões pré-cancerosas. A vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV, por isso o acompanhamento médico permanece fundamental.
Nos estágios iniciais, o câncer pode ser assintomático, mas sinais como dor durante a relação sexual e sangramento vaginal podem ocorrer. Em fases avançadas, sintomas incluem anemia, dores nas pernas e costas, alterações urinárias ou intestinais e perda de peso inexplicada.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil terá cerca de 19.310 novos casos anuais de câncer do colo do útero no triênio 2026-2028. O diagnóstico precoce pode reduzir em até 80% a mortalidade pela doença, reforçando a importância da prevenção e do rastreamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



