Cigarro e vape também afetam o cérebro
Neuropsicóloga explica como a nicotina influencia ansiedade, atenção, impulsividade e aumenta o risco de dependência, sobretudo entre jovens.
O cigarro e o vape podem parecer hábitos diferentes, mas ambos têm um ponto em comum que merece atenção: a nicotina. Segundo a neuropsicóloga Aline Graffiette, essa substância atua diretamente em áreas do cérebro ligadas ao prazer, à recompensa e ao controle emocional, o que ajuda a explicar por que o uso pode virar dependência com facilidade.
Mais do que um risco físico
Na prática, o alerta vai além dos efeitos respiratórios e cardiovasculares. A especialista explica que a nicotina interfere em mecanismos relacionados à ansiedade, à impulsividade, à atenção e à sensação de prazer imediato. Com isso, podem surgir sinais como irritabilidade, dificuldade de concentração e necessidade frequente de usar o cigarro ou o dispositivo eletrônico.
“Muitas pessoas ainda associam o cigarro apenas aos danos físicos, mas existe um impacto importante no funcionamento cerebral. A nicotina interfere em mecanismos ligados à ansiedade, impulsividade, atenção e sensação de prazer imediato”, explica.
Por que o vape preocupa tanto?
Embora tenha ganhado fama de alternativa moderna e aparentemente menos prejudicial, o vape também pode reforçar o consumo de nicotina e a dependência. Aline observa que essa imagem de produto tecnológico contribuiu para uma percepção equivocada de menor risco, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.
“O vape foi associado a algo moderno, tecnológico e aparentemente menos prejudicial. Isso acabou favorecendo a banalização do consumo e diminuindo a percepção dos riscos envolvidos”, afirma.
Entre os efeitos observados, estão aumento da ansiedade, irritabilidade, dificuldade de foco e uma relação emocional com o uso constante. O cérebro, segundo a neuropsicóloga, passa a buscar repetidamente os estímulos de recompensa proporcionados pela substância, criando um ciclo de repetição que fortalece a dependência.
O cuidado redobrado na adolescência
O risco é ainda maior quando o contato com a nicotina acontece na adolescência. Nessa fase, o cérebro segue em desenvolvimento, principalmente nas áreas ligadas ao controle emocional, à tomada de decisões e ao gerenciamento dos impulsos. Por isso, quanto mais cedo começa a exposição, maiores podem ser os impactos sobre o desenvolvimento cerebral e sobre comportamentos futuros.
Outro ponto importante é que muitas pessoas recorrem ao cigarro ou ao vape como tentativa de aliviar ansiedade e estresse. Mas, de acordo com a especialista, o efeito costuma ser só momentâneo. No longo prazo, o uso contínuo tende a alimentar o próprio ciclo de ansiedade e dependência.
Os sinais de alerta incluem necessidade frequente de fumar ou vaporizar em momentos de tensão, irritabilidade quando não há consumo, dificuldade de concentração e sensação de relaxamento apenas após o uso. Para Aline Graffiette, falar sobre cigarro e vape também é falar de saúde mental e funcionamento cerebral — especialmente entre os jovens.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



