Alana Ferri cria rede de viagens para mulheres
Atriz de C.I.C. conta como fugiu do estereótipo de “Bond Girl” e fundou ecossistema de viagens seguras para mulheres
Alana Ferri está em dois movimentos que chamam atenção: na tela, ela vive Mikaela em C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, filme recém-chegado ao Globoplay; fora dela, criou um projeto pensado para ampliar a segurança de mulheres que viajam sozinhas. A atriz conta que quis escapar do estereótipo de “Bond Girl” e construir uma personagem feminina mais forte, inteligente e decisiva para a trama.
Uma agente secreta com luta, tango e sotaque argentino
Na comédia de ação dirigida por Halder Gomes, Mikaela se une a Karkará, interpretado por Edmilson Filho, em uma missão para recuperar a fórmula de um projeto ultrassecreto dos governos do Brasil, Paraguai e da Argentina. Para dar vida à personagem, Alana fez aulas de luta, tango e se dedicou ao espanhol com sotaque argentino, um detalhe que exigiu estudo extra.
Segundo a atriz, a preparação foi intensa. Ela pediu ajuda a uma amiga que mora na Argentina, observou o jeito de falar de pessoas do país, viajou para conversar com argentinos e até maratonou cerca de 100 horas de séries. O resultado foi tão convincente que parte das falas precisou ser ajustada na pós-produção para facilitar a compreensão do público.
Alana também destaca que o filme mistura ação, comédia, romance e drama, o que abriu espaço para uma personagem com várias camadas. Em cena, Mikaela luta com espadas, dança tango e ainda ganha momentos de humor, como quando muda a voz para manter o disfarce.
Do audiovisual para o empreendedorismo feminino
Fora do cinema, Alana Ferri também atua como empresária e influenciadora. A partir de uma fase de reinvenção profissional, depois de não passar em um teste para novela, ela fundou em Trancoso, na Bahia, um hostel feminista. A iniciativa cresceu e deu origem à agência de viagens Vulva Way. Juntos, os projetos formam o Vulva Feminist Club, um ecossistema voltado a criar experiências e espaços seguros para mulheres.
Para a atriz, a ideia nasceu da vontade de ocupar o mundo com mais liberdade. Ela cita a necessidade de bancar a própria segurança para viajar sozinha, empreender e viver da arte. “O principal da Vulva sempre foram as deusas. Onde elas estiverem, a Vulva pode existir”, afirma.
Alana começou na TV em Malhação: Casa Cheia, em 2013, e também esteve em Cara e Coragem, em 2022. Agora, ela celebra a chance de continuar criando, seja como intérprete, seja como empreendedora. E deixa claro que pretende seguir nos dois caminhos, com mais cinema, TV, teatro e novos projetos liderados por mulheres.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



