NR-1 pressiona empresas diante da saúde mental

Nova regra amplia cobrança por prevenção de riscos psicossociais em um cenário de mais afastamentos por transtornos mentais no país.

A saúde mental deixou de ser apenas uma pauta de bem-estar e passou a entrar no centro da gestão das empresas. Com a entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1), organizações passam a ser cobradas a mapear riscos psicossociais e implementar planos de prevenção no ambiente de trabalho.

O movimento acontece em um momento delicado: segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, alta de 16% em relação a 2024. O número reforça a urgência de olhar para exaustão, sobrecarga e adoecimento como questões de gestão, e não como problemas individuais.

Pressão, exaustão e cobrança no trabalho

Os sinais de desgaste aparecem com força em diferentes níveis hierárquicos. A pesquisa Carreira dos Sonhos 2025, da Cia de Talentos, ouviu mais de 73 mil pessoas em todo o país e mostrou que a pressão cotidiana já afeta diretamente a relação com o trabalho, sobretudo na média gestão.

Entre coordenadores e gerentes plenos, 50% disseram ter mais responsabilidades do que conseguem administrar dentro do horário de trabalho. Outros 36% relataram exaustão recorrente no dia a dia. O levantamento também aponta que excesso de cobrança e falta de reconhecimento estão entre os principais incômodos percebidos por jovens, média gestão e alta liderança.

Para Danilca Galdini, diretora de Insights e Pessoas & Cultura da Cia de Talentos, a NR-1 acelera uma discussão que já vinha ganhando força nas empresas. “O que a NR-1 faz é acelerar uma discussão que já vinha ganhando força dentro das empresas por causa do aumento dos afastamentos, da exaustão e dos impactos na produtividade. Saúde mental deixou de ser um tema periférico. Hoje, ela impacta a permanência, engajamento, inovação e capacidade de entrega”, afirma.

Ela completa: “O desafio agora não é apenas criar iniciativas pontuais, mas construir ambientes emocionalmente saudáveis de forma estrutural e contínua”.

Liderança no centro da mudança

Outro ponto que ganha peso com a nova regulamentação é o papel das lideranças. Segundo a pesquisa Engaja 2025, apoiada pela Cia de Talentos, lideranças emocionalmente preparadas reduzem em 21% a frequência de sintomas ligados à exaustão.

O material também aponta aumento de preocupação, ansiedade e cansaço entre profissionais. Com base em dados do The School of Life citados na pesquisa, 52% das lideranças e 59% das equipes afirmaram recorrer a medicamentos para lidar com estresse e ansiedade.

Na prática, a mensagem é clara: empresas serão cada vez mais cobradas não só por benefícios pontuais, mas pela capacidade de prevenir riscos psicossociais, preparar gestores e sustentar ambientes mais saudáveis no dia a dia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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