Diesel sobe 17,68% e pesa no caixa do frotista
Levantamento da Gestran mostra alta de quase 29% em 89 dias e simula impacto de R$ 407,1 mil por mês em frota de 50 caminhões.
O preço do diesel sentiu de perto a tensão geopolítica no Oriente Médio e chegou a pressionar o caixa dos frotistas brasileiros. Segundo um levantamento da Gestran, sistema de gestão de frotas, o combustível teve alta de 28,99% em um intervalo de 89 dias e terminou o primeiro quadrimestre do ano 17,68% mais caro.
O estudo acompanha o consumo de clientes da plataforma e considera o diesel S10. A leitura começa em 12 de fevereiro, quando o litro era vendido, em média, a R$ 5,80, e mostra uma trajetória de escalada a partir de 4 de março, poucas semanas após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã, em 28 de fevereiro.
Alta rápida, pico e depois alívio parcial
De acordo com a Gestran, em apenas 17 dias o preço médio saltou de R$ 5,92 para R$ 7,30, uma diferença de R$ 1,38 por litro. Em 7 de março, houve alta de 3,13% em um único dia. Depois, entre 21 de março e 10 de abril, o valor ficou acima de R$ 7,29 por 21 dias consecutivos, com pico de R$ 7,42 em 6 de abril.
A partir de 11 de abril, o levantamento aponta uma fase de correção. Em 11 de maio, o litro fechou em R$ 6,83. Apesar da queda de 7,96% em relação ao topo, o preço ainda seguia 17,68% acima do patamar anterior à crise.
Quanto isso representa para uma frota?
Para mostrar o impacto no dia a dia, o estudo simulou uma frota de 50 caminhões, cada um com consumo mensal de 6 mil litros, totalizando 300 mil litros por mês. Nesse cenário, o gasto com abastecimento em fevereiro foi de R$ 1,740 milhão. Em abril, subiu para R$ 2,147 milhões.
Na prática, isso significa um aumento de R$ 407,1 mil em apenas um mês. Para quem administra transporte e logística, a conta ajuda a explicar como oscilações internacionais chegam rapidamente à operação.
O que puxou o preço para cima
Segundo o CEO da Gestran, Paulo Raymundi, a pressão veio da combinação de três fatores: a tensão geopolítica no Oriente Médio, o reajuste de preços promovido pela Petrobras em meados de março e o aumento do custo do diesel importado. Ele afirma que de 25% a 30% da demanda nacional é atendida por diesel importado.
O executivo também diz que o comportamento observado na base da empresa está alinhado com indicadores reportados por ANP, Edenred Ticket Log, Veloe/Fipe e Mundo Logística no mesmo período. O recorte mostra como o diesel continua sendo um dos itens mais sensíveis no orçamento de quem depende de frota para trabalhar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



