Câncer de rim: sinais, riscos e por que o diagnóstico cedo importa

No Dia Mundial do Câncer de Rim, especialista explica que a doença costuma ser silenciosa e aponta fatores de risco, exames e avanços no tratamento.

No Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado em 18 de junho, é importante destacar que a doença geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais, sendo frequentemente detectada incidentalmente durante exames de imagem realizados por outros motivos. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima entre 11 mil e 12 mil novos casos anualmente, com maior incidência em pessoas a partir dos 60 anos.

Fatores de risco e prevenção

O oncologista clínico Dr. Matheus Baptista, da Croma Oncologia, ressalta que o desenvolvimento do câncer de rim está associado a fatores como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial não controlada e sedentarismo. Além disso, idade avançada, sexo masculino, doença renal crônica e predisposição genética — presente em cerca de 6 a 9% dos casos — também influenciam o surgimento da doença. O controle desses fatores pode ajudar a reduzir o risco.

Sintomas e diagnóstico

A maioria dos casos (aproximadamente 60%) é descoberta de forma incidental. Quando presentes, os sintomas geralmente indicam doença em estágio avançado, incluindo sangue na urina (menos de 25% dos casos), dor lombar ou abdominal, perda de peso inexplicada e fadiga persistente. A tríade clássica — dor no flanco, sangue na urina e massa abdominal palpável — é rara, ocorrendo em menos de 10% dos pacientes.

O diagnóstico inicia-se frequentemente com ultrassonografia, que pode identificar massas renais suspeitas e diferenciar lesões sólidas de cistos simples. A tomografia computadorizada com contraste é o exame padrão para caracterizar a lesão e avaliar a extensão da doença, enquanto a ressonância magnética é alternativa para pacientes que não podem receber contraste iodado. A biópsia é realizada em casos selecionados, pois os exames de imagem geralmente são suficientes para orientar o tratamento.

Tratamento e avanços recentes

Em cerca de 70% dos casos, a doença está localizada e a cirurgia permanece como principal tratamento com potencial curativo, apresentando sobrevida em cinco anos superior a 90%. Em situações específicas, vigilância ativa e ablações térmicas podem ser consideradas.

Para casos avançados, as terapias sistêmicas evoluíram significativamente, com combinações de imunoterapia e terapias-alvo, além da imunoterapia dupla, demonstrando redução do risco de progressão e melhora na qualidade de vida dos pacientes.

Apesar dos avanços, cerca de 10% dos pacientes já apresentam doença metastática no diagnóstico, e outros 10% desenvolvem metástases posteriormente, reforçando a importância do controle dos fatores de risco e do acompanhamento médico regular para detecção precoce e melhores resultados clínicos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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