Burnout dispara e muda as regras no trabalho
Nova NR-1 passa a exigir que empresas identifiquem e gerenciem riscos psicossociais, em meio ao avanço dos afastamentos por transtornos mentais.
O aumento dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil colocou a saúde mental no centro da rotina das empresas. Segundo o material base, em 2025 mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por esse motivo, o maior número já registrado na série histórica do INSS. No mesmo cenário, os casos de burnout cresceram mais de 800% em quatro anos.
A mudança acontece junto com a entrada em vigor da nova NR-1, em maio de 2026, que passa a exigir das organizações um olhar formal para os riscos psicossociais. Na prática, isso significa identificar, avaliar e gerenciar fatores do ambiente de trabalho que podem contribuir para o esgotamento profissional.
O que a nova NR-1 pede das empresas
A norma tira a saúde mental da categoria de “assunto opcional” e a coloca como parte do gerenciamento do trabalho. Entre os pontos que precisam ser observados estão sobrecarga, qualidade da liderança e organização das tarefas.
Para especialistas em gestão de pessoas, o desafio é urgente. Elenise Martins, CEO da EMRH Consultoria, afirma: “O burnout começa na forma como o trabalho é organizado, liderado e acompanhado. Quando a empresa não olha para isso de forma estratégica, só percebe o problema quando ele já virou afastamento”.
Sinais que merecem atenção
O material cita fatores frequentemente ligados ao burnout:
– sobrecarga constante e falta de pausas;
– falta de clareza sobre papéis e expectativas;
– liderança despreparada ou ausente;
– pouca autonomia e alta pressão;
– conflitos interpessoais frequentes;
– desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Segundo Elenise, empresas que tratam o problema apenas como caso individual perdem a chance de atuar na origem. Ela reforça que é importante alinhar expectativas, revisar cargas de trabalho e acompanhar indicadores como absenteísmo e rotatividade.
Mais do que cumprir papelada
Um dos erros mais comuns, de acordo com a consultoria, é tentar cumprir a norma apenas no papel. A recomendação é integrar os riscos psicossociais à rotina da empresa e ao comportamento das lideranças, com acompanhamento contínuo.
Na prática, isso inclui capacitar gestores, criar canais seguros de escuta, monitorar indicadores e buscar apoio especializado quando necessário. A lógica é simples: cuidar da saúde mental no trabalho não é só uma exigência legal, mas também uma forma de proteger equipes e sustentar ambientes mais saudáveis.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



