TikTok Shop acelera compras por vídeo no Brasil

Plataforma cresceu 102 vezes em GMV diário médio em um ano e reforça a força do social commerce no varejo online.

O comércio eletrônico brasileiro está entrando em uma nova fase: comprar depois de assistir a um vídeo ou live já virou parte importante da jornada de consumo. Em um ano de operação no país, a TikTok Shop registrou crescimento de 102 vezes no GMV médio diário por mês, indicador que mede o valor bruto das mercadorias vendidas na plataforma. No mesmo período, a média de criadores afiliados ativos cresceu 46 vezes.

Vídeo, comunidade e compra no mesmo fluxo

Os dados, divulgados pela própria empresa e repercutidos pela Exame, reforçam a consolidação do social commerce no Brasil. Na prática, isso significa que a descoberta de produtos deixou de acontecer só em buscas tradicionais ou vitrines digitais. Agora, o conteúdo também virou ponto de partida para a decisão de compra.

Segundo Diogo Kobata, empresário e especialista em ecossistemas digitais, essa mudança vai além de uma nova ferramenta de venda. Para ele, o creator passou a ser uma peça central da distribuição e do crescimento dos negócios. “O que está acontecendo não é apenas uma nova frente de venda dentro de uma rede social. É uma mudança na infraestrutura de distribuição das empresas. O creator deixou de ser só mídia e passou a ser canal, força comercial e ativo estratégico de crescimento”, afirma Kobata.

Lives ganham força como vitrine de venda

Outro dado que chama atenção é o desempenho das transmissões ao vivo. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número médio diário de lives cresceu 20 vezes, enquanto o GMV médio diário por mês gerado por elas avançou 161 vezes. Isso mostra que o entretenimento e a demonstração ao vivo estão se tornando ferramentas importantes para converter interesse em compra.

O modelo funciona porque encurta etapas: a consumidora vê o produto em uso, acompanha a recomendação de alguém em quem confia e pode concluir a compra sem sair do aplicativo. Para o especialista, marcas que quiserem aproveitar esse cenário precisam ir além de ações pontuais com influenciadores e pensar em ecossistemas contínuos, conectando creators, comunidade, oferta, tecnologia e distribuição.

O que muda para o varejo online

A expansão da TikTok Shop também pressiona o varejo tradicional e os marketplaces já consolidados. Se antes a disputa estava centrada em preço, frete e tráfego pago, agora relevância algorítmica, desejo e força de comunidade entram na equação.

Na visão de Kobata, o Brasil tem características que favorecem esse avanço: alta presença nas redes sociais, cultura de recomendação e abertura a novos formatos de compra. “O próximo ciclo do varejo não será vencido apenas por quem tem o maior orçamento de mídia. Será vencido por quem souber criar distribuição própria, ativar comunidades e transformar creators em parte real da estratégia de crescimento”, conclui.

Para o consumidor, a mudança é prática: mais conteúdo, mais demonstração e mais possibilidade de compra por impulso. Para as marcas, o recado é claro: vender online agora também depende de saber contar histórias em vídeo e criar confiança dentro da comunidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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