Protestos em 28 cidades pedem fim da exportação marítima de bovinos vivos

Ato nacional em 14 de junho reúne organizações, ativistas e ONGs contra o transporte marítimo de bovinos vivos

No dia 14 de junho, mais de 28 cidades brasileiras se unirão em protestos contra a exportação marítima de bovinos vivos, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização para o Fim da Exportação Marítima de Animais Vivos. A mobilização reúne ativistas, voluntários, protetores e organizações de defesa animal em diversas regiões do país.

Em São Paulo, a concentração está marcada para as 14h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, o ato ocorrerá simultaneamente na Praia de Copacabana. A escolha de locais de grande circulação visa ampliar a visibilidade da causa.

Denúncias sobre as condições do transporte

Os protestos exigem o fim do transporte marítimo de bovinos vivos para abate. Segundo as organizações envolvidas, os animais enfrentam viagens que podem durar mais de um mês, confinados em espaços superlotados, expostos a calor extremo, altos níveis de amônia e contato constante com fezes e urina.

Especialistas e entidades de proteção animal alertam que essas condições favorecem o surgimento de doenças respiratórias, sofrimento térmico severo, ferimentos e mortes durante o trajeto. Entre os grupos que apoiam a campanha estão o Fórum Animal, a Mercy For Animals Brasil e o movimento #NãoExporteVidas.

Atividades em São Paulo incluem projeção noturna

Além da manifestação na Avenida Paulista, São Paulo terá uma projeção a favor dos animais a partir das 19h, no cruzamento da Rua da Consolação com a Rua Maria Antônia, na região central. A ação exibirá imagens que evidenciam a realidade enfrentada pelos bovinos submetidos a essa prática, reforçando o pedido pelo fim da exportação.

O Fórum Animal atualizou sua campanha, agora intitulada Exportados para Sofrer. A diretora técnica da entidade, Vânia Plaza Nunes, declarou: “O impacto e o sofrimento aos animais submetidos a esse tipo de transporte são imensos e irreparáveis. Os raros registros que foram conseguidos dentro desses navios mostram a situação degradante vivenciada pelos animais”.

Pressão legislativa e impactos ampliados

A mobilização também busca pressionar a Câmara dos Deputados e o Senado Federal para a aprovação de projetos de lei que proíbem a exportação de animais vivos para abate, como o PL 2627/2025, da deputada Duda Salabert, e o PL 3093/2021, do senador Fabiano Contarato.

Além do sofrimento animal, a atividade é criticada por seus impactos ambientais, sanitários e socioeconômicos. A pecuária voltada à exportação está associada ao aumento das emissões de gases de efeito estufa, à pressão sobre a Amazônia e à destruição de biomas como o Cerrado. Também são apontados conflitos fundiários e riscos de disseminação de doenças.

Com ações de rua e mobilização digital, o movimento visa ampliar o debate público e incentivar o fim da exportação marítima de animais vivos no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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