Mortes no trânsito sobem quase 30% em Curitiba

Dados da Saúde mostram alta nas mortes e milhões em custos hospitalares, enquanto entidades reforçam prevenção e direção defensiva.

As mortes no trânsito cresceram 29,8% em Curitiba em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. O avanço acende um alerta não só para a segurança viária, mas também para os impactos sociais e econômicos provocados pelos sinistros na capital paranaense.

Em 2025, Curitiba registrou 9.229 sinistros de trânsito. Já em 2026, a cidade apresenta média de 280 ocorrências por dia, de acordo com os dados divulgados. Os custos hospitalares superaram R$ 37 milhões, enquanto o impacto socioeconômico estimado chega a R$ 806 milhões.

Quando o trânsito afeta muito além das ruas

No transporte rodoviário de cargas, os sinistros têm efeito direto na rotina das empresas e dos profissionais. Eles atingem a segurança dos motoristas, a integridade das cargas, a disponibilidade da frota e a continuidade das operações logísticas.

Por isso, entidades do setor, como o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), defendem investimento contínuo em prevenção, treinamento e desenvolvimento profissional.

Para Claudio Ferreira, instrutor do Instituto SETCEPAR de Educação no Transporte (ISET), o aumento dos índices preocupa pelos reflexos humanos e operacionais. Ele afirma: “O transporte rodoviário de cargas depende diretamente da segurança das rodovias. O aumento desse índice eleva os riscos para os motoristas, gera impactos na operação e pode comprometer a eficiência da cadeia de abastecimento. Por isso, as empresas têm investido cada vez mais em tecnologias de monitoramento, capacitação e reciclagem dos condutores”.

Prevenção precisa entrar na rotina

Especialistas apontam que reduzir sinistros não depende apenas da qualificação individual dos condutores. A prevenção envolve também tecnologia, gestão de riscos, processos internos e uma cultura organizacional voltada à segurança.

Na avaliação de Glenio Marcelo Cogo, diretor do SETCEPAR representante junto aos Órgão de Trânsito, a segurança precisa estar presente em todas as etapas da operação logística. Ele diz: “O mercado reconhece que a pressão por prazos mais curtos e operações cada vez mais dinâmicas aumenta a responsabilidade sobre o fator humano. Hoje, a mitigação de sinistros precisa estar integrada ao DNA das operações logísticas, porque os sinistros geram perdas humanas, prejuízos financeiros, danos ao patrimônio e impactos jurídicos para as empresas”.

A direção defensiva aparece como uma das principais ferramentas para reduzir riscos nas estradas e nos centros urbanos, onde caminhões, carros, motocicletas, ciclistas e pedestres dividem o mesmo espaço.

Com cursos como Direção Defensiva e Formação de Instrutor, o SETCEPAR mantém iniciativas voltadas à capacitação de motoristas e profissionais da segurança no transporte. A proposta é transformar conhecimento em hábito e fortalecer uma cultura de prevenção dentro das transportadoras.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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