IA ajuda empresas a economizar antes de negociar

Tecnologia preditiva e IA agêntica transformam o procurement, gerando economia de até 15%

Antes mesmo de iniciar uma negociação, empresas brasileiras já estão encontrando oportunidades para economizar com o auxílio da inteligência artificial. A IA preditiva tem sido aplicada em compras corporativas para antecipar reajustes, avaliar riscos de fornecedores e identificar o momento ideal para fechar contratos.

Em um cenário marcado por inflação instável e cadeias globais cada vez mais imprevisíveis, o procurement deixa de ser apenas uma área operacional para assumir um papel estratégico. Em vez de analisar apenas dados históricos, as companhias utilizam modelos inteligentes para projetar o que pode ocorrer nos próximos meses.

Economia antes da assinatura

De acordo com levantamento da McKinsey, empresas que adotam IA em procurement conseguem gerar economias entre 10% e 15% nas negociações com fornecedores. Além disso, a tecnologia pode reduzir em até 90% o tempo dedicado a análises e processos operacionais.

Na prática, isso proporciona maior agilidade para comparar cenários, identificar categorias com maior probabilidade de reajuste e fortalecer o poder de barganha. Também há benefícios em governança e compliance, já que ferramentas inteligentes cruzam milhares de informações simultaneamente para detectar inconsistências e vulnerabilidades na cadeia de fornecedores.

IA agêntica ganha espaço

Outro avanço importante é a adoção da IA agêntica, que executa tarefas de forma autônoma com base em objetivos definidos pelas empresas. Essa tecnologia permite automatizar análises complexas, acelerar processos de sourcing e gerar recomendações estratégicas em tempo real.

Projeções da Gartner indicam que os investimentos em softwares de supply chain baseados em IA agêntica devem crescer de menos de US$ 2 bilhões em 2025 para US$ 53 bilhões até 2030.

Procurement como área de inteligência

Erick Boano, CEO da GEP Brasil, destaca que essa transformação altera a forma como as empresas tomam decisões. “Antes, as empresas negociavam olhando para o histórico. Hoje, a IA permite tomar decisões olhando para o que provavelmente vai acontecer nos próximos meses. Isso muda completamente o poder de negociação”, afirma.

Ele ressalta que as organizações deixam de reagir ao mercado para antecipar movimentos. O procurement deixa de ser apenas um centro de custo para se tornar um núcleo de inteligência de negócios, contribuindo para a proteção financeira e o aumento da competitividade.

Em um ambiente econômico instável, prever riscos antes da assinatura do contrato pode fazer diferença significativa no resultado financeiro. Para as empresas, essa vantagem começa cada vez mais na combinação entre dados, automação e inteligência artificial.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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