Benefícios de bem-estar crescem 144% nas empresas em 2025
Levantamento da Caju revela avanço na adesão a soluções de saúde física e mental em meio ao recorde de afastamentos por transtornos mentais
O aumento recorde dos afastamentos por saúde mental no Brasil está transformando a forma como as empresas e seus colaboradores enxergam os benefícios corporativos. Em 2025, foram registradas mais de 534 mil licenças por transtornos mentais e comportamentais, segundo dados do INSS consolidados pelo Data Cajuína, frente de inteligência da Caju, empresa de tecnologia para benefícios e gestão de pessoas.
Em meio a esse cenário, o levantamento Panorama do RH 2026, realizado pela Caju, revela que o número de usuários ativos em soluções de bem-estar cresceu 144% ao longo de 2025. Esse crescimento superou a expansão da base elegível para o benefício, que avançou 71% no mesmo período, indicando uma mudança real no comportamento dos colaboradores e das empresas.
Benefícios que se incorporam à rotina
O estudo destaca que cerca de 90% dos assinantes permaneceram ativos durante o ano, utilizando check-ins presenciais ou aplicativos parceiros voltados para fitness, saúde mental, nutrição e bem-estar. Isso demonstra que os benefícios de saúde e autocuidado deixaram de ser utilizados de forma pontual para se tornarem parte do dia a dia dos trabalhadores.
Além disso, o levantamento identificou um padrão sazonal no uso desses benefícios. O início do ano apresentou o maior nível de utilização, com taxa de 94%, impulsionada por novos hábitos e metas pessoais. Em março, houve um ajuste na rotina, seguido por uma retomada entre abril e maio, período em que o autocuidado se consolida na agenda dos colaboradores. O segundo semestre registrou uma desaceleração, associada às férias escolares e ao foco familiar, com um novo pico de adesão em setembro e outubro, possivelmente influenciado por campanhas internas de RH. O uso diminui naturalmente em novembro e dezembro devido ao encerramento do ciclo anual e festas de fim de ano.
Crescimento da adoção pelas empresas
O movimento de valorização dos benefícios de bem-estar também se reflete na adesão das empresas. Em 2025, a base de companhias contratantes da plataforma de saúde e bem-estar da Caju cresceu 106%, enquanto o número de vidas cobertas avançou 89%.
Saúde mental ganha papel estratégico
Esse avanço acompanha o amadurecimento das discussões sobre saúde mental no ambiente corporativo e o fortalecimento das exigências relacionadas à NR-1, norma que reforça a necessidade de monitoramento e gestão de riscos psicossociais nas organizações.
Lucas Fernandes, CHRO da Caju, destaca que a atualização da NR-1 reforça uma pressão estrutural nas empresas para a construção de ambientes mais saudáveis e sustentáveis a longo prazo, colocando a saúde mental e o bem-estar em posição estratégica na gestão de pessoas.
Segundo Fernandes, os benefícios corporativos deixaram de cumprir apenas funções operacionais, como alimentação e refeição, para assumir um papel fundamental na experiência do colaborador. Saúde, bem-estar e desenvolvimento pessoal passaram a integrar a proposta de valor das empresas para atrair, engajar e cuidar de seus talentos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



