Psoríase piora no inverno: veja como cuidar da pele
Frio, ar seco e banhos quentes podem agravar as crises; dermatologista explica o que ajuda a proteger a barreira cutânea.
Com a chegada do frio, muitas pessoas que convivem com psoríase percebem uma piora nas lesões. Isso acontece porque o inverno combina três fatores que costumam pesar bastante: ar seco, menor exposição solar e hábitos que ressecam ainda mais a pele, como banhos quentes e demorados.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, marcada pelo surgimento de placas avermelhadas e descamativas. No frio, a barreira cutânea tende a ficar mais fragilizada, o que facilita a perda de água e deixa a pele mais vulnerável à inflamação.
Por que o inverno favorece as crises
Segundo a dermatologista Dra. Larissa Wood Fraga, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e dermatologista no Instituto Fraga de Dermatologia, o período reúne condições que favorecem o agravamento dos sintomas. “O inverno reúne vários fatores que favorecem as crises. O frio e o ar seco ressecam a pele e comprometem a barreira cutânea, favorecendo a inflamação. Além disso, há menor exposição solar e aumento de fatores como estresse, que também podem desencadear crises, criando um ambiente propício para a piora dos sintomas”, explica.
A médica destaca que a barreira cutânea funciona como um escudo natural, ajudando a reter hidratação e a proteger a pele contra agressões externas. Quando esse mecanismo enfraquece, as placas podem surgir ou se intensificar com mais facilidade.
Hábitos que parecem inofensivos, mas pioram a pele
Além do clima, alguns costumes típicos do inverno podem agravar a psoríase sem que a pessoa perceba. Entre eles estão:
- banhos quentes e prolongados;
- uso de roupas de lã ou tecidos sintéticos que irritam;
- aquecedores, que reduzem a umidade do ar;
- interrupção da hidratação diária;
- aumento do consumo de álcool, apontado como gatilho conhecido para crises.
Outro ponto importante é a menor exposição ao sol. A luz solar, especialmente a radiação UVB, tem efeito anti-inflamatório na psoríase e é usada em tratamentos como a fototerapia. No inverno, esse efeito natural diminui.
O que ajuda a controlar as crises
Nos casos leves, reforçar a hidratação da pele, evitar banhos quentes prolongados e manter o tratamento tópico costuma ajudar a controlar a piora. Já nos quadros moderados e graves, o acompanhamento com dermatologista ganha ainda mais importância, porque pode haver necessidade de ajuste do tratamento.
A orientação é procurar avaliação especializada se houver aumento no número ou no tamanho das placas, surgimento de lesões em novas áreas do corpo, coceira intensa, ardência, dores articulares ou perda de eficácia do tratamento em uso.
Com atenção aos sinais do corpo e alguns ajustes na rotina, é possível atravessar o inverno com mais conforto e menos crises.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



