Guarapuava recebe jornada sobre IA e bioinformática
Evento no dia 26 de junho reúne ciência, tecnologia e saúde para discutir medicina personalizada, dados genéticos e inovação no SUS.
Guarapuava, no centro-sul do Paraná, vai receber no dia 26 de junho a 1ª Jornada de Bioinformática e Inteligência Artificial na Saúde. O evento coloca no mesmo espaço ciência, tecnologia e saúde para discutir temas que já estão mudando a forma como doenças são prevenidas, diagnosticadas e tratadas.
Promovida pelo Hub Cilla Tech Park e pelo Instituto para Pesquisa do Câncer (IPEC) Guarapuava, com apoio da Associação das Empresas e Startups Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro-PR), a jornada reunirá pesquisadores, estudantes, empresas, profissionais e instituições. A proposta é debater os impactos da inteligência artificial, da análise de dados biológicos, da medicina personalizada e da transformação digital no cuidado com a saúde.
Por que Guarapuava entrou no mapa da inovação em saúde
A cidade vem ganhando espaço no cenário nacional por concentrar iniciativas ligadas à genômica, à medicina de precisão e à bioinformática. Guarapuava abriga um dos nove centros brasileiros atuantes e um dos cinco habilitados para realizar sequenciamento genético.
O município faz parte do Genomas Paraná, programa ligado ao projeto populacional brasileiro Genoma SUS. A iniciativa busca mapear o perfil genético e epidemiológico da população para ampliar estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento no sistema público de saúde.
De acordo com a doutora Adriana Feijó, bióloga sênior do Genomas SUS, mais de duas mil amostras genéticas da população do município já foram sequenciadas. A meta é chegar a aproximadamente 4,5 mil amostras até o fim de 2026. Ela também informa que o projeto deve abrir em breve o recrutamento de voluntários para o programa.
Ciência, dados e saúde personalizada
Uma das palestras do encontro será “Da Genômica à Medicina Personalizada”, ministrada pela doutora Adriana Feijó. O trabalho é desenvolvido pelo IPEC Guarapuava, um dos Centros Âncoras do Genomas SUS, sob a condução do pesquisador David Livingstone Figueiredo, da doutora Adriana e de outros nove bolsistas do programa.
O projeto conta com bio-repositório próprio e realiza o sequenciamento genético no próprio município, com processos automatizados por robôs. A operação gera cerca de 7 terabytes de dados genômicos a cada dois dias, o que exige infraestrutura computacional avançada, ferramentas de inteligência artificial e curadoria humana especializada para interpretar os resultados.
A bioinformática, tema central da jornada, combina biologia, computação, matemática e estatística. Durante a pandemia de Covid-19, esse tipo de tecnologia ajudou pesquisadores a sequenciar o genoma viral e a criar modelos digitais das proteínas do coronavírus, acelerando o desenvolvimento de vacinas e antivirais.
O debate sobre o setor acompanha um movimento nacional. Recentemente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com o SENAI e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançou o Programa Prioritário de Interesse Nacional em Bioinformática, voltado a infraestrutura, inteligência artificial e tecnologias aplicadas à biotecnologia e à saúde digital no Brasil.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



