FIV e casais homoafetivos: 1 em cada 10 ciclos no Brasil

Dados da SBRH e do IBGE mostram avanço da parentalidade entre casais do mesmo sexo, impulsionado pela reprodução assistida.

No mês do Orgulho LGBT, um dado ajuda a dimensionar uma mudança importante nas famílias brasileiras: segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), 1 a cada 10 ciclos de fertilização in vitro (FIV) realizados no país já envolve casais homoafetivos. Esse crescimento reflete tanto a ampliação do acesso às técnicas de reprodução assistida quanto a maior visibilidade e aceitação de famílias formadas por pessoas do mesmo sexo.

Transformações sociais e avanços médicos

Além do avanço da medicina reprodutiva, o cenário social também tem evoluído. Dados do Censo 2022 do IBGE indicam que mais de 12 mil casamentos homoafetivos foram registrados no Brasil, evidenciando uma mudança significativa na estrutura familiar do país. Esse contexto contribui para o aumento da busca por tratamentos que possibilitem a parentalidade biológica entre casais do mesmo sexo.

Entre as técnicas mais procuradas está a Fertilização in Vitro (FIV), considerada uma das principais vias para casais homoafetivos realizarem o sonho da maternidade e paternidade. Para casais femininos, as opções mais comuns incluem inseminação artificial e FIV, com destaque para o método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira), no qual uma parceira doa os óvulos e a outra realiza a gestação.

Já para casais masculinos, o processo envolve a FIV combinada ao uso de banco de óvulos e à gestação por útero de substituição, popularmente conhecido como barriga solidária. No Brasil, esse procedimento deve ser voluntário e realizado por parentes de até quarto grau, conforme a legislação vigente.

Histórias de acolhimento e representatividade

O relato de Fernanda Gardim Martinez Seoane e Patrícia Calil de Andrade ilustra essa realidade. Após o falecimento do pai de Fernanda, o casal decidiu buscar a FIV em 2022 para realizar o sonho da parentalidade, mantendo viva a memória afetiva da família. Fernanda destaca o acolhimento recebido durante o tratamento, especialmente a forma como o médico responsável, Dr. Alfonso Massaguer, tratou Patrícia como mãe em igualdade de condições, reforçando o respeito ao projeto familiar do casal.

O Dr. Alfonso Massaguer, especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Mãe, ressalta que “a reprodução assistida deixou de ser apenas um tratamento para infertilidade e passou a viabilizar novos modelos familiares”. Ele enfatiza a importância de um atendimento humanizado e inclusivo para casais homoafetivos, que têm buscado cada vez mais esses tratamentos.

Mais do que uma questão médica, o aumento da procura por reprodução assistida entre casais do mesmo sexo evidencia uma transformação social em curso, na qual famílias diversas ganham espaço com o apoio da ciência, da informação segura e de profissionais preparados para acolher diferentes trajetórias.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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