Doação de sangue: 7 mitos e verdades que afastam doadores

No Dia Mundial do Doador de Sangue, especialista esclarece dúvidas comuns sobre critérios, segurança e recuperação após a doação.

No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, uma das principais mensagens é simples: doar sangue é um gesto seguro, rápido e capaz de salvar vidas. Ainda assim, a desinformação continua afastando muita gente dos hemocentros — justamente em um cenário em que a demanda por transfusões é constante em cirurgias, tratamentos oncológicos e atendimentos de emergência.

Para esclarecer as dúvidas mais comuns, a médica hematologista Dra. Danielle Leão, da Croma Oncologia, reuniu sete mitos e verdades sobre a doação de sangue. O objetivo é mostrar que boa parte das restrições costuma ser temporária e que muitos candidatos podem doar após uma triagem simples.

Quem pode doar sangue?

No Brasil, podem doar pessoas entre 16 e 69 anos. Menores de 18 precisam de autorização dos responsáveis legais. Além disso, a primeira doação deve ter sido feita até os 60 anos. Homens podem doar até quatro vezes por ano, com intervalo mínimo de 60 dias; mulheres, até três vezes ao ano, com intervalo mínimo de 90 dias.

Segundo o Ministério da Saúde, o país coleta anualmente cerca de 3,3 a 3,6 milhões de bolsas de sangue, o que corresponde a aproximadamente 1,4% a 1,8% da população doando, ou de 14 a 18 doadores por mil habitantes. Mesmo assim, os estoques seguem dependendo da participação regular da população durante todo o ano.

Os principais mitos sobre doação de sangue

Entre os pontos esclarecidos pela especialista, estão algumas crenças muito comuns. Ter tatuagem, por exemplo, não impede automaticamente a doação, mas pode exigir um período de espera, que em geral varia de seis a 12 meses. Já a ideia de que doar sangue causa anemia é mito: antes da coleta, há triagem e teste de hemoglobina para avaliar se a pessoa está apta.

Outro esclarecimento importante é que pessoas que têm ou já tiveram câncer, em geral, não podem doar, embora existam exceções avaliadas individualmente pelos hemocentros. Casos como câncer de colo do útero e carcinoma basocelular de pele podem ser analisados de forma específica.

A recuperação após a doação também costuma ser mais rápida do que muita gente imagina: o plasma é reposto em poucas horas, enquanto os demais componentes do sangue se recompõem ao longo de dias ou semanas. Por isso, os intervalos entre doações existem para garantir segurança e boa recuperação do organismo.

Mais do que um ato solidário, a doação de sangue ajuda a manter tratamentos em andamento e a responder a situações de urgência. Em um tema cercado por dúvidas, informação confiável pode ser o primeiro passo para ampliar o número de doadores e fortalecer os estoques dos hemocentros.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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