Autismo e Copa do Mundo: como ver os jogos com conforto

Especialista orienta sobre ruídos, imprevisibilidade e ambientes cheios para pessoas com TEA curtirem a Copa com mais bem-estar.

A Copa do Mundo reúne emoção, barulho, torcida e muita imprevisibilidade — uma combinação que pode ser prazerosa para muita gente, mas desafiadora para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em meio aos jogos entre 11 de junho e 19 de julho, a recomendação é simples: priorizar conforto, respeitar limites e adaptar a experiência ao perfil de cada pessoa.

Ruído, estímulos e rotina podem pesar

Segundo a professora de pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica Curitiba, Thaís Nakayama, o futebol pode exigir atenção especial porque envolve exposição a sons altos, estímulos visuais intensos e mudanças no clima emocional. Em jogos da Seleção Brasileira, isso tende a se intensificar ainda mais, com torcida mais barulhenta e ambiente mais agitado.

Para pessoas autistas, a quebra de rotina e a imprevisibilidade do placar também podem gerar desconforto. Por isso, não há regra única: enquanto algumas pessoas podem querer assistir às partidas, outras simplesmente não se sentem bem com esse tipo de atividade. Nesse caso, o mais importante é não forçar participação.

O que pode ajudar na prática

Para quem está no nível 1 de suporte e quer acompanhar os jogos, a orientação é escolher um local mais familiar e com menos pessoas, como a própria casa. Bares e espaços públicos podem aumentar a fadiga e o desgaste sensorial.

Se a pessoa quiser um ambiente mais movimentado, o uso de abafadores de ruído pode trazer mais conforto acústico. Também vale combinar antecipadamente uma saída estratégica: ao perceber cansaço ou sobrecarga, é melhor parar e voltar para um local calmo.

Já em casos de níveis 2 e 3 de suporte, a prioridade é observar se há desejo real de assistir aos jogos. Quando houver interesse, a recomendação é manter a atividade por períodos curtos, com menos estímulos e na companhia de pessoas do convívio próximo, sempre respeitando os limites individuais.

Respeito aos gostos faz diferença

Outro ponto importante é lembrar que nem toda pessoa autista gosta de futebol. Por isso, o acolhimento também passa por evitar pressão para “entrar no clima” da torcida. A experiência só faz sentido quando considera o bem-estar da pessoa, e não a expectativa de quem está ao redor.

Com pequenos ajustes, a Copa pode ser acompanhada de forma mais segura e tranquila. O foco, segundo a orientação especializada, deve estar menos na festa em si e mais no que realmente funciona para cada pessoa com TEA.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 101 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar