Jovens desconfiam mais da IA, aponta pesquisa da Ipsos
Levantamento em 32 países mostra que brasileiros com menos de 35 anos veem a tecnologia com mais apreensão, mas também a usam no trabalho.
Uma pesquisa global da Ipsos revela que os jovens são os mais apreensivos e desconfiados em relação à inteligência artificial (IA), apesar de serem também os que mais a utilizam, especialmente no ambiente profissional. No Brasil, 44% dos entrevistados com menos de 35 anos afirmam que produtos e serviços baseados em IA os deixam nervosos, enquanto 60% acreditam que essa tecnologia transformará profundamente o cotidiano nos próximos três a cinco anos.
Uso intenso e desconfiança simultânea
O Monitor de Inteligência Artificial 2026, conduzido pela Ipsos em 32 países, mostra que globalmente 66% das pessoas com menos de 35 anos admitem não confiar plenamente nas ferramentas de IA, mas as utilizam mesmo assim. No Brasil, esse índice é de 39%. Essa faixa etária também é a que mais acredita que a IA poderá substituir empregos nos próximos cinco anos.
Preocupação com desinformação e proteção de dados
Entre os jovens brasileiros, 42% compartilham a preocupação global de que o aumento do uso da IA pode ampliar a desinformação na internet. Além disso, apenas 50% confiam que as empresas que utilizam IA protegerão seus dados pessoais, índice inferior à média global de 42%.
Benefícios no trabalho
Apesar das apreensões, os jovens também destacam os benefícios da IA. Na média dos países pesquisados, 40% das pessoas com menos de 35 anos relataram ter economizado tempo no trabalho no último ano graças ao uso da IA, um percentual três vezes maior do que o registrado entre pessoas de 50 a 74 anos (13%).
Segundo Luciana Obniski, Líder de Curadoria e Tendências da Ipsos no Brasil, “as faixas etárias mais jovens estão mais nervosas, menos entusiasmadas e mais propensas a concordar que a tecnologia está destruindo o mundo. Como são os primeiros a adotar novas tecnologias, essa mudança pode representar desafios para as empresas do setor”.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre 20 de março e 3 de abril de 2026, com aproximadamente 1.000 brasileiros e um total de 23.532 adultos em 32 países, por meio da plataforma online Global Advisor da Ipsos. Os dados foram ponderados para refletir o perfil demográfico de cada população adulta, garantindo a representatividade dos resultados.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



