IA cresce e networking humano volta a valer mais

Com automação em alta, confiança, presença e conexões estratégicas ganham peso nas decisões de negócio.

À medida que a inteligência artificial ganha espaço em vendas, atendimento e prospecção, um ativo antigo volta a ficar ainda mais valioso no mundo dos negócios: a confiança. O avanço da automação está mudando a forma como empresários e executivos se conectam e reforçando a importância de relações humanas construídas com presença, credibilidade e tempo.

Conexão real virou diferencial

Segundo o relatório The State of AI 2025, da McKinsey & Company, publicado em novembro de 2025, 88% das organizações no mundo já utilizam inteligência artificial em pelo menos uma função de negócio. Isso significa que tarefas antes dependentes de contato direto passaram a ser executadas por sistemas que automatizam bases de clientes, personalizam campanhas, qualificam leads e aceleram negociações.

Com isso, o simples ato de “fazer contato” deixou de ser um diferencial. O que passa a pesar mais é a capacidade de gerar confiança e criar relações que vão além da primeira reunião.

Menos exposição, mais estratégia

Na prática, esse movimento já aparece no comportamento do mercado corporativo. Grandes eventos seguem relevantes, mas cresce a busca por encontros menores, grupos privados, jantares estratégicos e ambientes mais seletivos. Em vez de acumular contatos, executivos parecem priorizar acesso qualificado e conexões capazes de influenciar decisões.

Para Marcos Koenigkan, fundador do Think Tank Mercado & Opinião, a transformação digital não diminui o valor das relações presenciais. Pelo contrário: aumenta a importância delas. “A tecnologia aproxima pessoas com velocidade, mas o relacionamento verdadeiro continua sendo construído com presença, credibilidade e tempo. Quanto mais automatizado o mercado fica, mais raro se torna o contato genuíno”, afirma.

Paulo Motta, empresário, fundador da holding The Networkers e vice-presidente do Think Tank Mercado & Opinião, em São Paulo, reforça essa leitura. “Hoje, qualquer empresa consegue iniciar uma abordagem comercial em segundos. O que continua raro é criar conexão real. Negócios ainda acontecem entre pessoas que confiam umas nas outras”, diz.

O que as pesquisas indicam

Dados da LinkedIn Economic Graph apontam que habilidades humanas como comunicação, influência e construção de relacionamento estão entre as competências mais valorizadas em um mercado impulsionado por IA. O Fórum Econômico Mundial também destaca competências interpessoais como diferenciais profissionais até 2030.

Já a 29ª Global CEO Survey, da PwC, mostra que líderes empresariais veem a velocidade da transformação tecnológica, a capacidade de adaptação e a confiança como fatores centrais para os próximos anos.

Na leitura dos especialistas, a combinação mais forte no cenário atual é unir eficiência tecnológica e capital social. A IA acelera processos, mas é o relacionamento humano que sustenta oportunidades e ajuda a definir quais conexões realmente sobrevivem.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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