Paço das Artes abre Temporada de Projetos 2026
Mostra gratuita reúne três projetos artísticos e um de curadoria, com temas como ancestralidade, identidade, gênero e migração.
O Paço das Artes abre, em 16 de junho, a 30ª edição da Temporada de Projetos, um dos programas mais tradicionais de incentivo a artistas emergentes no Brasil. A exposição tem entrada gratuita e reúne, em 2026, três projetos artísticos e um projeto de curadoria.
Uma vitrine para novas vozes da arte contemporânea
Criada em 1996, a Temporada de Projetos se consolidou como um espaço importante para a arte contemporânea brasileira, ao dar visibilidade a produções artísticas e curatoriais em início de trajetória. Nesta edição, a seleção foi feita por júri formado por Alexandre Sequeira, Lívia Aquino, Cecília Bedê e Renato De Cara, curador do Paço das Artes.
Segundo De Cara, a edição de 2026 apresenta trabalhos que abordam “ancestralidade, identidade e gênero” em diferentes linguagens e suportes, ampliando a leitura sobre pautas urgentes do presente.
O que o público vai encontrar na mostra
Entre os projetos selecionados está Estudos sobre ossos, de Juniara Albuquerque, com acompanhamento crítico de Lucas Dilacerda. A pesquisa parte do uso de ossos de animais para criar esculturas que transitam entre o natural e o industrial, entre o corpo orgânico e o corpo técnico. As obras serão exibidas suspensas por correntes, criando uma atmosfera de leveza e tensão.
Já Eu posso me rebelar contra a porcelana, de Karina Walter, propõe uma reflexão sobre o corpo domesticado da mulher e questiona ideias ligadas à delicadeza, fragilidade e aos papéis de gênero. O projeto usa louças de porcelana, meias finas e ferragens para tensionar símbolos culturalmente associados ao feminino e ao masculino.
O terceiro projeto artístico é La cura para el inmigrante es encontrar nuevos códigos, de Oriana Pérez, com acompanhamento crítico de Nathalia Grilo. A obra investiga identidades em trânsito e a experiência migrante, com atenção especial à diáspora venezuelana e aos impactos dos deslocamentos forçados no Brasil.
Curadoria e memória em foco
Na parte curatorial, Rodrigo Lopes apresenta As nossas imagens, reunindo obras de Anderson Feliciano, Eliana Amorim, Pedra Silva e Val Souza. A proposta discute o álbum de família como um “arquivo branco” e reflete sobre memória, fotografia e o direito à representação de famílias negras e indígenas.
A abertura da exposição acontece no dia 16 de junho, terça-feira, às 17h, com entrada gratuita. A programação reforça o papel do Paço das Artes como espaço de renovação da cena artística e de debate sobre temas que atravessam a sociedade brasileira.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



