ABRIQ alerta para riscos de fones de ouvido pirateados

Produtos sem certificação podem causar problemas auditivos, irritações e falhas elétricas

Fones de ouvido pirateados podem parecer uma economia no curto prazo, mas a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ) alerta que o barato pode sair caro — e até trazer riscos à saúde. Segundo a entidade, produtos sem certificação podem causar problemas auditivos, irritações na pele, falhas elétricas e baixa durabilidade.

Riscos associados a produtos sem certificação

De acordo com a ABRIQ, os principais problemas encontrados em fones irregulares envolvem falhas no isolamento elétrico, superaquecimento, baixa qualidade sonora e ausência de controles adequados de segurança. Em alguns casos, o uso contínuo pode provocar desconfortos auditivos e até infecções no ouvido, especialmente devido ao uso de materiais inadequados e sem controle de procedência.

O alerta ganha força em um cenário em que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apreendeu, no último ano, 1,3 milhão de produtos não homologados, incluindo celulares, carregadores, fones de ouvido e caixas de som.

Importância da certificação

Os fones certificados passam por ensaios laboratoriais que verificam critérios como segurança elétrica, desempenho, resistência, compatibilidade eletromagnética e aquecimento excessivo. Já os produtos pirateados, vendidos fora dos padrões regulatórios, não são submetidos a essas avaliações técnicas.

Fabio Jacon, vice-presidente de Telecomunicações da ABRIQ, destaca que “os consumidores precisam estar atentos porque muitos desses produtos entram no mercado sem qualquer comprovação de segurança. Fones não certificados podem apresentar superaquecimento, falhas elétricas e qualidade sonora inadequada, aumentando os riscos à audição”.

Impactos financeiros e econômicos

Além dos riscos à saúde, a ABRIQ chama atenção para a vida útil reduzida desses aparelhos. Falhas de conexão, bateria e transmissão de áudio costumam aparecer com mais frequência, o que faz o consumidor trocar o produto em pouco tempo.

Jacon acrescenta que “o preço mais baixo pode parecer vantajoso inicialmente, mas esses produtos geralmente têm baixa durabilidade e não oferecem garantia adequada ao consumidor. Em pouco tempo, o usuário acaba tendo prejuízo financeiro e ainda fica exposto a riscos desnecessários”.

A pirataria também prejudica empresas que investem em inovação, pesquisa, conformidade técnica e geração de empregos formais, além de contribuir para a evasão fiscal.

Para a associação, na hora de escolher um item de uso diário e prolongado, como os fones de ouvido, a prioridade deve ser segurança, qualidade e compra em canais confiáveis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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