Brasil aposta em vinhos brancos, leves e novas origens
Mercado de vinhos cresceu 8% em volume em 2025, com destaque para rótulos mais leves e diversidade de países
O consumo de vinhos no Brasil está passando por uma transformação significativa. Enquanto os vinhos tintos encorpados dominavam o mercado, atualmente há uma preferência crescente por rótulos mais leves, como vinhos brancos, rosés, espumantes e aqueles com menor teor alcoólico, que se adaptam melhor ao estilo de vida contemporâneo.
Essa mudança reflete um consumidor mais curioso, preocupado com o bem-estar e aberto a experimentar diferentes estilos e origens. Essa tendência se manifesta tanto no consumo cotidiano quanto nas escolhas feitas em restaurantes, lojas especializadas e eventos do setor.
Retomada do crescimento em 2025
Dados apresentados no Seminário Adega Ideal indicam que o mercado brasileiro de vinhos voltou a crescer em 2025, movimentando cerca de R$ 21,1 bilhões. O volume comercializado aumentou aproximadamente 8%, totalizando 54,5 milhões de caixas.
Para Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo, essa evolução é natural e demonstra a ampliação do interesse do consumidor brasileiro. Segundo ela, o vinho deixou de ser restrito a ocasiões formais e passou a integrar a rotina diária, seja em encontros informais, refeições ou momentos de descontração, impulsionando a busca por rótulos mais leves e versáteis.
Tendências em destaque
Entre as principais tendências do setor estão:
- Crescimento dos vinhos brancos, que combinam com o clima brasileiro e uma gastronomia mais leve;
- Valorização de vinhos com menor graduação alcoólica, alinhada a um consumo mais consciente;
- Interesse crescente por países e regiões produtoras menos tradicionais;
- Avanço dos vinhos brasileiros e o aumento do enoturismo com novas vinícolas.
Esses movimentos tornam o mercado mais diversificado e competitivo, oferecendo mais opções para consumidores que buscam explorar novos sabores de forma descomplicada.
Perspectivas para o futuro
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que prevê a redução gradual das tarifas de importação para vinhos europeus, deve ampliar ainda mais a variedade de rótulos disponíveis no Brasil nos próximos anos. Malu Sevieri destaca que o consumidor será um dos principais beneficiados, com mais diversidade, competitividade e acesso a diferentes estilos, contribuindo para o amadurecimento do mercado e a formação de uma cultura de consumo mais ampla e democrática.
Dentro desse cenário, a ProWine São Paulo consolida seu papel como principal plataforma de negócios e tendências do setor. A edição de 2026 será realizada de 6 a 8 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e pela primeira vez ocupará dois pavilhões, refletindo o crescimento do mercado.
Mais do que uma feira profissional, o evento funciona como um termômetro das transformações do mercado global de vinhos e destilados, antecipando tendências que rapidamente chegam às mesas dos consumidores brasileiros.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



