Pressão alta cresce entre jovens e acende alerta
Estudo mostra quase dobra de casos em 20 anos e especialistas explicam sinais, riscos e prevenção da hipertensão em adolescentes e jovens.
A pressão alta, tradicionalmente vista como um problema de adultos, tem avançado entre adolescentes e jovens globalmente. Um estudo publicado na revista The Lancet Child & Adolescent Health em novembro de 2025 revela que os casos de hipertensão nessa faixa etária quase dobraram nos últimos 20 anos, com cerca de 114 milhões de jovens afetados atualmente.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 30% da população sofre com pressão alta. A doença é conhecida por ser silenciosa, frequentemente manifestando sintomas apenas em estágios mais avançados.
Fatores que contribuem para o aumento
O cardiologista Gustavo Lenci, dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, destaca que, além da predisposição genética, fatores do estilo de vida e socioambientais têm papel importante no desenvolvimento da hipertensão.
“Além dos fatores clássicos, como sedentarismo e obesidade, devemos considerar desde a poluição e o estresse da vida moderna até a alimentação industrializada. A própria falta de segurança no local de moradia, por exemplo, é um fator que contribui para o aumento do estresse”, explica.
Assim, a combinação de rotina agitada, alimentação desequilibrada, consumo de produtos ultraprocessados e ambientes estressantes contribuem para o crescimento dos casos entre jovens.
Sinais de alerta para hipertensão
Como a hipertensão pode ser assintomática, é importante estar atento a sintomas que podem indicar a doença em estágio avançado, como:
- Dor de cabeça
- Tontura
- Zumbido no ouvido
- Visão embaçada
- Fraqueza
- Sangramento nasal
- Dor no peito
O cardiologista Vinícius Oro Popp, do Hospital São Marcelino Champagnat, alerta que sintomas persistentes ou que se agravam requerem avaliação médica imediata. Situações como dor de cabeça intensa, alterações visuais, confusão mental ou dor no peito demandam atendimento urgente.
Mesmo na ausência de sintomas, níveis elevados e persistentes de pressão arterial devem ser investigados precocemente, especialmente em pessoas com histórico familiar ou fatores de risco.
Prevenção e controle
Para prevenir e controlar a hipertensão, recomenda-se reduzir o consumo de sal, evitar o excesso de álcool, manter uma alimentação equilibrada rica em frutas e fibras, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso e evitar o tabagismo.
Em alguns casos, o tratamento pode incluir medicamentos. A medição periódica da pressão arterial, inclusive em consultas de rotina, é fundamental para identificar alterações precocemente e prevenir complicações futuras.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



