Mulheres 50+ impulsionam gastos bilionários em saúde

Pesquisa mostra que brasileiras acima de 50 anos pesam mais no consumo de saúde, com foco em prevenção, remédios e planos.

Os brasileiros com mais de 50 anos já são peças centrais da economia da saúde no país — e as mulheres aparecem com peso ainda maior nesse cenário. Segundo a pesquisa Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções, esse grupo responde por 35% de todo o consumo em saúde, o equivalente a R$ 247 bilhões em 2024.

O recorte chama atenção porque mostra que envelhecer, hoje, também significa mover um mercado bilionário. No total, o setor de saúde — público e privado — somou R$ 700 bilhões em consumo nos lares brasileiros no ano passado. E a tendência, segundo o estudo, é de alta acelerada nas próximas décadas.

Saúde vira prioridade na rotina dos 50+

A pesquisa, conduzida pelo data8, aponta que os prateados consomem 75% a mais em saúde do que a população abaixo dos 50 anos. Na prática, o gasto mensal per capita é de R$ 233, ante R$ 96 entre os mais jovens.

Esse movimento é puxado principalmente por planos de saúde, remédios e suplementos, que juntos representam 79% da cesta mensal de saúde. Além disso, a prevenção já faz parte da rotina de muita gente: 63% realizam check-ups anuais, 46% seguem uma dieta balanceada, 43% controlam o peso corporal e 39% praticam atividades físicas regularmente.

Segundo Lívia Hollerbach, uma das coordenadoras da pesquisa, após a pandemia, quase sete em cada 10 pessoas passaram a priorizar mais a saúde no cotidiano.

Mulheres, renda e região mudam o padrão de consumo

O levantamento também mostra diferenças importantes entre gênero, classe social e região. As mulheres investem mais em cuidados de saúde, enquanto os homens concentram maior parte do consumo em transporte. Já entre as classes sociais, a saúde segue relevante em todas: representa 16% dos gastos mensais na classe A, 14% na B, 15% na C e 12% na D.

No recorte regional, o Sudeste lidera o consumo em saúde, com média de R$ 293 mensais. No Norte e no Nordeste, a cesta é mais pressionada por alimentação e habitação, com menor espaço para gastos em saúde e cuidados pessoais.

O que vem pela frente

As projeções indicam que a economia prateada deve ganhar ainda mais força. Em 2034, o setor de saúde deve movimentar R$ 915 bilhões, chegando a R$ 1,13 trilhão em 2044. Nesse horizonte, os brasileiros acima de 50 anos devem responder por 50% de todo o gasto em saúde no país.

O estudo também projeta que, em 20 anos, o consumo da economia prateada nacional chegará a R$ 3,8 trilhões, consolidando o envelhecimento como um dos motores mais importantes da economia brasileira.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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