Marcha nórdica pode ajudar na reabilitação oncológica
Técnica com bastões ganha espaço como exercício de baixo impacto, com estudos apontando segurança, adesão alta e ganhos físicos em pacientes com câncer.
A marcha nórdica, também conhecida como caminhada com bastões, tem ganhado destaque na reabilitação de pacientes com câncer devido ao seu baixo impacto, ampla ativação muscular e adaptabilidade a diferentes perfis físicos. Originada na Finlândia para o treinamento de esquiadores, essa técnica utiliza bastões específicos que impulsionam o movimento, promovendo o uso coordenado de braços, tronco e pernas, mobilizando até 90% da musculatura corporal.
Resultados de pesquisas internacionais
Uma revisão sistemática publicada em 2025, baseada em ensaios clínicos, demonstrou que a marcha nórdica é segura para pacientes oncológicos, apresentando uma taxa de adesão superior a 90% e sem relatos de efeitos adversos graves. Os participantes também apresentaram melhora significativa na força muscular e aumento dos níveis de atividade física.
Estudos realizados na Europa com mulheres após tratamento de câncer de mama indicaram avanços importantes na mobilidade dos membros superiores, capacidade funcional e amplitude de movimento dos ombros — áreas frequentemente afetadas por intervenções como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Benefícios físicos e emocionais
Além do fortalecimento muscular global, com ênfase em braços e tronco, a marcha nórdica contribui para a melhora da postura, equilíbrio, coordenação motora e capacidade cardiorrespiratória. A prática também auxilia na redução da fadiga oncológica, um sintoma comum no pós-tratamento, promovendo maior disposição e autonomia nas atividades diárias.
O aspecto emocional é igualmente relevante: realizada ao ar livre e frequentemente em grupo, a atividade ajuda a reduzir o estresse, melhora o humor e pode diminuir sintomas de ansiedade e depressão durante o processo de recuperação.
Adaptação e segurança na prática
Segundo a instrutora Sueli Firmino, a intensidade, duração e técnica da marcha nórdica podem ser ajustadas conforme as condições físicas e estágio de recuperação de cada pessoa, sempre com acompanhamento profissional. Ela destaca que a prática é mais que um exercício físico, sendo um caminho para recuperação, autonomia e qualidade de vida.
Especialistas ressaltam que o uso dos bastões permite um aumento controlado do gasto energético, sem sobrecarregar as articulações, o que é fundamental para pacientes em reabilitação.
Embora a marcha nórdica esteja sendo incorporada a programas de cinesioterapia e reabilitação oncológica em diversos países, ela deve ser considerada uma estratégia complementar ao tratamento médico, não uma substituição.
Para iniciar a prática, são necessários bastões específicos com alças tipo luva sem dedos e tênis flexíveis que ofereçam suporte adequado. Espaços ao ar livre, como parques e calçadões, são ambientes ideais para a atividade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



