Jovem supera escoliose e apoia cirurgias gratuitas
Após cirurgia por escoliose, Mila Ortega conheceu a Operação Sorriso e passou a apoiar o acesso gratuito a tratamentos de fissura labiopalatina.
Depois de enfrentar uma escoliose de origem genética e passar por uma cirurgia complexa, a jovem Mila Ortega, de 17 anos, de São Paulo, transformou a própria experiência em um olhar mais sensível para outras histórias de saúde. A recuperação pessoal abriu espaço para uma nova forma de apoio: a mobilização em torno de cirurgias gratuitas para pessoas nascidas com fissura labiopalatina.
Da cirurgia à solidariedade
Mila relata que a escoliose impactava não só o corpo, mas também a autoestima e a rotina. O processo cirúrgico incluiu duas semanas de internação em UTI e, mais de dois anos depois, ela afirma estar totalmente recuperada, sem dores ou limitações. A volta aos esportes também fez parte dessa virada: futebol, vôlei, surfe e tênis voltaram a integrar sua vida normalmente.
Segundo ela, a melhora foi além da parte física. Antes, havia incômodos com o alinhamento do corpo, a postura e até dores que apareceram em outras regiões, como o joelho. Depois da cirurgia, ela percebeu mudança na aparência, no conforto e na confiança.
O encontro com a Operação Sorriso
Foi nesse contexto que Mila e a família conheceram a Operação Sorriso, organização humanitária que oferece tratamento clínico e cirúrgico gratuito para crianças, jovens e adultos nascidos com fissura labiopalatina. A condição ocorre quando o lábio superior e/ou o céu da boca não se formam corretamente durante a gestação.
No Brasil, a cada 650 nascimentos, uma criança nasce com fissura labiopalatina, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição pode afetar alimentação, fala, audição, autoestima e convivência social. Para Mila, o impacto das cirurgias vai muito além da aparência: envolve função, dignidade e oportunidades de desenvolvimento.
Impacto que alcança famílias inteiras
A jovem destaca que muitas famílias não conseguem arcar com esse tipo de tratamento, e que iniciativas gratuitas aliviam um peso emocional e financeiro enorme. Ela também chama atenção para o papel do cuidado contínuo, da orientação aos pais e do apoio ao longo de toda a jornada do paciente.
A Operação Sorriso atua no Brasil desde 1997 e já realizou 94 missões cirúrgicas em 17 cidades de 13 estados brasileiros. No país, a organização informa ter atendido 13.045 famílias e realizado 118.153 consultas médicas gratuitas, além de 8.413 procedimentos cirúrgicos, beneficiando diretamente 6.237 pacientes.
A ação mais recente aconteceu em Santarém (PA), entre 19 e 25 de maio, com triagem e cirurgias gratuitas para crianças, jovens e adultos. O atendimento incluiu avaliações médica, odontológica, fonoaudiológica, genética e psicossocial.
Para Mila, o resultado desse tipo de trabalho é claro: devolver funções básicas, autoestima e chances reais de inclusão. “No fim, não é só sobre cirurgia. É sobre devolver dignidade, abrir caminhos e mudar o rumo de uma vida inteira”, afirma.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



