Esporotricose em gatos avança em SP e nova tecnologia reduz tratamento
Doença fúngica transmissível a humanos cresce no estado e ganha tratamento inovador
A esporotricose, uma doença fúngica que afeta principalmente gatos, tem se espalhado rapidamente no estado de São Paulo, configurando-se como uma emergência de saúde pública. Além do sofrimento dos animais, a doença é transmissível para humanos, o que aumenta a preocupação entre donos e cuidadores de felinos.
Características e impacto da doença
De acordo com o professor Carlos Brunner, titular de medicina-veterinária da UNIP, a esporotricose é infecciosa e agressiva. Ela provoca lesões cutâneas que começam como pequenos nódulos e podem evoluir para úlceras abertas com secreção, que se espalham pelo corpo e são difíceis de cicatrizar. O tratamento tradicional com antifúngicos é longo e nem sempre eficaz.
Em 2025, o estado de São Paulo registrou mais de 12 mil casos em gatos e mais de 7 mil em humanos, números que levaram o Ministério da Saúde a incluir a esporotricose humana na lista de doenças de notificação obrigatória no início de 2026.
Histórias de quem enfrenta a doença
Thay Ribeiro, pet sitter na capital paulista, relata sua experiência ao cuidar de uma gata resgatada chamada Amora, infectada pela esporotricose. Durante o tratamento, Thay foi mordida e contraiu a doença, passando meses em tratamento até a cura, enquanto a gata infelizmente não sobreviveu.
Outro exemplo é Nelson Castanheira Júnior, morador da Granja Viana, que acolheu e tratou mais de 15 gatos doentes. Ele enfrentou preconceito por cuidar de animais de rua e destaca o alto custo do tratamento, que pode chegar a cerca de 300 reais por mês por animal, com duração de quatro a seis meses.
Inovação que traz esperança
Uma tecnologia nacional desenvolvida pela startup Akko Health Devices, liderada pelo professor Carlos Brunner, tem mostrado resultados promissores no combate à esporotricose. O equipamento SPORO PULSE utiliza a eletroporação, aplicando pulsos elétricos que causam a morte do fungo sem danificar o tecido saudável do animal.
Testado há mais de um ano em universidades e clínicas veterinárias brasileiras, o SPORO PULSE tem proporcionado melhora significativa em apenas duas a três sessões, acelerando a cicatrização e reduzindo o tempo e custo do tratamento. A tecnologia também é eficaz em casos resistentes aos antifúngicos tradicionais.
Em um cenário de avanço da esporotricose, a combinação de prevenção, diagnóstico precoce e novas terapias como o SPORO PULSE representa uma esperança concreta para donos, animais e a saúde pública.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



