Seguro de joias cresce com alta de roubos em SP
Procura por proteção para alianças, relógios e joias aumenta em grandes centros, enquanto especialistas apontam limites dos seguros residenciais.
A alta dos roubos de alianças, relógios e joias em grandes centros urbanos está mudando a forma como muita gente pensa na proteção desses bens. Em São Paulo, foram registrados cerca de 11 casos por dia no primeiro trimestre deste ano, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), e esse cenário vem impulsionando a busca por seguro de joias.
Proteção além do seguro residencial
A avaliação é da Howden Brasil, que percebeu aumento na procura não só por peças de alto luxo, mas também por itens de uso cotidiano, como alianças de casamento e relógios. O ponto, segundo a empresa, é que muitas pessoas imaginam que o seguro residencial já resolve o problema — mas isso nem sempre acontece.
Em apólices residenciais tradicionais, joias e relógios costumam ter restrições importantes. Em alguns casos, há exclusão total desse tipo de bem; em outros, os limites são reduzidos e vinculados apenas a situações de roubo ou furto qualificado dentro da casa.
Como funciona a cobertura específica
O modelo chamado de Jewelry Insurance trabalha no formato “all risks”, ou seja, todos os riscos. Na prática, isso significa proteção dentro e fora de casa, inclusive em eventos e viagens internacionais.
De acordo com Ricardo Minc, diretor de Esportes, Mídia e Entretenimento da Howden Brasil, a cobertura pode incluir não apenas roubo, mas também danos acidentais, quebra e perda de pedras preciosas. A proteção vale em qualquer lugar do mundo enquanto a joia estiver sendo usada.
Quando a peça não está em uso, a orientação geral é guardá-la em local trancado. Em hotéis, a exigência é usar o cofre do quarto ou da recepção, sempre que disponível.
Peças herdadas também podem ser seguradas
Outro ponto que facilita a contratação é a possibilidade de segurar itens herdados da família ou sem nota fiscal. Nesses casos, o processo pode ser feito com fotos, descrição detalhada e laudos de avaliação, para definir um valor de reposição adequado em caso de sinistro.
Para Minc, a ideia é mostrar que esse tipo de seguro não precisa ser burocrático nem inacessível. A proposta é permitir que as pessoas usem seus bens com mais tranquilidade, sem restringir a joia ou o relógio apenas à gaveta de casa.
O movimento ainda é visto como um mercado pouco explorado no Brasil, especialmente quando comparado a países como Estados Unidos e nações da Europa, onde existem seguradoras especializadas nesse segmento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



