Proteção solar na terceira idade vai além do verão

Especialista alerta que o cuidado com a pele deve ser diário na maturidade, com atenção a sinais, hidratação e prevenção do câncer de pele.

Quando o assunto é sol e pele, muita gente ainda pensa só no verão. Mas, na terceira idade, a proteção precisa ser diária — inclusive em dias nublados e fora da estação mais quente. Em um país como o Brasil, de alta incidência solar ao longo de todo o ano, esse cuidado ganha ainda mais importância, especialmente porque o envelhecimento natural da pele aumenta a vulnerabilidade a lesões e ao câncer de pele.

Por que a pele envelhecida exige mais atenção

Com o passar dos anos, a pele tende a ficar mais fina, com menos elasticidade, menor produção de colágeno e maior tendência ao ressecamento. Essas mudanças deixam o tecido mais sensível e suscetível aos danos acumulados pela exposição solar ao longo da vida.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma continua sendo o tipo mais frequente no país, com estimativa média anual de 263 mil novos casos para o triênio 2026–2028. O número representa mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.

Cuidados práticos que fazem diferença

A dermatologista Dra. Luana Vieira Mukamal, da MedSênior, reforça que a proteção solar deve ser vista como cuidado permanente de saúde, e não apenas como hábito de verão. “Pessoas com mais de 60 anos acumulam ao longo da vida maior quantidade de danos solares, o que reforça a necessidade de prevenção constante e de acompanhamento especializado para detecção precoce de alterações”, diz.

Entre as recomendações para manter a pele protegida o ano todo, estão:

  • uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados;
  • reaplicação a cada duas ou três horas quando houver exposição direta;
  • uso de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros;
  • atenção a manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam;
  • consulta dermatológica periódica, mesmo sem sintomas.

Saúde da pele também é qualidade de vida

A especialista lembra que o cuidado dermatológico vai além da estética. A pele é uma barreira essencial do organismo e, na maturidade, sua fragilidade pode afetar conforto, autonomia e bem-estar. Por isso, incorporar hidratação, proteção solar e avaliação médica à rotina é uma forma simples e importante de envelhecer com mais segurança.

O tema também aparece na terceira temporada do podcast Bem Envelhecer, que aborda “Sol, pele e longevidade” e alerta para sinais como manchas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam e lesões que crescem progressivamente.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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