Organon amplia parque solar e reforça área verde em Campinas
Farmacêutica vai instalar mais 600 placas fotovoltaicas e aumentar a proteção ambiental no complexo industrial, com mais mudas nativas e aves registradas.
A Organon vai ampliar seu parque solar em Campinas (SP) e reforçar a área de preservação ambiental que cerca sua fábrica no bairro de Nova Souzas. A expansão prevê a instalação de mais 600 placas fotovoltaicas, com produção estimada de 522 MWh por ano, elevando a participação da energia solar para 22% do consumo da unidade.
Hoje, o complexo já conta com 3.120 placas e gera 2.786 MWh por ano, o equivalente a 19,2% da demanda energética da planta. Segundo a empresa, esse volume supera a expectativa inicial de 18% e seria suficiente para abastecer cerca de 1.500 residências.
Energia limpa e preservação da fauna
O parque solar faz parte de um projeto mais amplo, cujo destaque é o cinturão verde mantido ao redor da fábrica. A área é acompanhada como um espaço de proteção ambiental e preservação da fauna local. Em 2025, foram registradas 90 espécies de aves nativas na região. Em 2026, esse número subiu para 128, um aumento de 42,2%.
Entre os destaques observados estão o pica-pau-do-campo, o periquitão-maracanã e o tucanuçu, considerado o maior tucano do mundo. A empresa afirma que a instalação das placas foi planejada para não interferir no habitat dessas aves.
Mudas nativas para recuperar a mata ciliar
Além da energia solar, a Organon ampliou o plantio de árvores nativas no entorno da reserva. O número chegou a 481 mudas, ante 415 no ano anterior, um crescimento de 15,9% entre 2025 e 2026. Entre as espécies citadas estão cedro-rosa, ipê-felpudo e louro-branco, usadas na recuperação da mata ciliar do Rio Atibaia.
A pequena floresta mantida pela farmacêutica ainda soma outras 350 árvores. Para a empresa, a combinação entre flora recuperada, fauna protegida e geração renovável ajuda a preservar o microclima local e traz impacto positivo para a saúde humana.
Menos água, menos energia e menos carbono
A agenda ambiental da companhia também inclui eficiência industrial. Entre 2020 e 2026, a fábrica reduziu em 12% o consumo de água, com reuso e melhorias no sistema de efluente tratado, economizando 4,8 milhões de litros por ano.
No mesmo período, o consumo de energia caiu 11% com otimização de equipamentos, o que evitou gastos de 15.400 MWh anuais. A geração própria de energia solar também reduziu a emissão de gás carbônico em cerca de 290 toneladas por ano. A meta da empresa é zerar essa emissão no longo prazo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



