Diabetes pode elevar risco de infarto silencioso
Cardiologista alerta que o excesso de glicose afeta as artérias e pode esconder sinais de infarto em pessoas com diabetes.
O controle da glicose é essencial para quem convive com diabetes, mas a atenção à saúde do coração precisa caminhar junto. Neste Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, o cardiologista André Brandão alerta para um risco pouco conhecido: o chamado infarto silencioso, que pode acontecer sem a dor clássica no peito.
Diabetes e coração: a ligação que merece atenção
Segundo dados citados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o diabetes pode aumentar em até quatro vezes o risco de infartos e AVCs. Isso acontece porque o excesso crônico de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos e favorece a formação de placas de gordura e coágulos.
O médico explica que esse processo inflamatório age como uma espécie de agressão contínua às artérias, o que acelera a aterosclerose e dificulta a circulação. Na prática, o problema não fica restrito ao açúcar alto: ele afeta diretamente a saúde cardiovascular.
Quando o infarto não dói
Um dos pontos mais preocupantes é que, em pessoas com diabetes, o infarto pode se apresentar de forma atípica. Isso ocorre por causa da neuropatia diabética, que altera a sensibilidade à dor. Assim, a ausência da dor forte no peito pode atrasar a procura por atendimento de emergência.
Em vez do sintoma clássico, o corpo pode dar outros sinais, como:
– falta de ar sem motivo aparente;
– cansaço extremo de repente;
– suor frio;
– tontura;
– náusea persistente.
Se esses sintomas surgirem de forma súbita, mesmo em repouso ou após esforços leves, a orientação é procurar pronto-atendimento cardiológico imediatamente.
O que ajuda a proteger o coração
Além de controlar a glicose, o especialista reforça que o cuidado com o coração exige uma visão mais ampla. Entre os pontos citados estão:
Pressão arterial controlada: idealmente abaixo de 130×80 mmHg.
LDL baixo: o colesterol ruim deve ser mantido sob controle.
Sono de qualidade: dormir mal pode elevar cortisol e adrenalina, aumentando pressão e frequência cardíaca.
Atividade física: caminhadas, natação ou ciclismo por pelo menos 150 minutos por semana ajudam a usar a glicose e melhoram a elasticidade das artérias.
Brandão também defende que o cardiologista seja parte da rotina de cuidado de quem tem diabetes, junto com o endocrinologista. A ideia é simples: tratar a doença de forma integrada pode fazer diferença na proteção do coração a longo prazo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



