Viagem para a Copa 2026 exige atenção à vacinação e cuidados de saúde

Especialista alerta para riscos de sarampo e outras infecções em grandes eventos internacionais

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, cresce a preocupação com a saúde dos brasileiros que planejam acompanhar o evento. A circulação intensa de milhões de pessoas em aeroportos, estádios, hotéis e transportes coletivos eleva o risco de transmissão de doenças infecciosas, especialmente respiratórias, gastrointestinais e imunopreveníveis.

O aumento expressivo dos casos de sarampo nos países-sede do torneio reforça a necessidade de atenção redobrada. O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar, que pode provocar surtos rápidos em ambientes fechados e com grande concentração de pessoas.

Importância da vacinação antes da viagem

O professor João Gregório Neto, docente do curso de Enfermagem da Faculdade Santa Marcelina, destaca que o planejamento da viagem deve incluir uma avaliação prévia da situação vacinal e clínica do viajante. “O principal cuidado antes de uma viagem internacional é realizar uma avaliação da situação vacinal e clínica, especialmente em relação às doenças imunopreveníveis. Em eventos de grande porte, a proteção individual também se torna uma medida coletiva de saúde pública”, explica.

Este ano, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional direcionada aos brasileiros que irão acompanhar a Copa do Mundo, devido ao aumento dos casos de sarampo nos países-sede.

Quem deve revisar a caderneta de vacinação

Muitos adultos desconhecem sua situação vacinal, principalmente por terem perdido a caderneta ao longo do tempo. Nesses casos, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e atualização das vacinas. O aplicativo Meu SUS Digital também pode auxiliar na consulta dos registros vacinais disponíveis no sistema público.

Segundo as orientações do Ministério da Saúde:

  • Pessoas de 1 a 29 anos devem possuir duas doses da vacina tríplice viral;
  • Adultos de 30 a 59 anos devem ter ao menos uma dose registrada;
  • Profissionais da saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.

Além disso, é importante considerar que a vacina não produz proteção imediata. O ideal é que a atualização vacinal seja realizada pelo menos 15 dias antes do embarque para garantir eficácia durante a viagem.

Cuidados essenciais durante e após a viagem

Além da vacinação, medidas simples são fundamentais para reduzir os riscos de adoecimento durante viagens internacionais, como higienização frequente das mãos, uso de álcool em gel, atenção à procedência da água e dos alimentos, uso de máscara em ambientes fechados e muito lotados, especialmente diante de sintomas respiratórios, sono adequado, hidratação, evitar automedicação e organização prévia de receitas e medicamentos de uso contínuo.

O professor João Gregório Neto também alerta para a importância da vigilância após o retorno ao Brasil. Sintomas como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, sintomas respiratórios intensos ou diarreia persistente devem motivar a busca imediata por atendimento médico, informando sempre o histórico recente de viagem internacional. A identificação rápida de casos suspeitos permite a implementação precoce de medidas de controle, reduzindo o risco de disseminação de doenças no país.

Além do sarampo, outras doenças que preocupam especialistas em eventos internacionais de grande fluxo turístico incluem influenza, COVID-19, meningites, doenças respiratórias virais emergentes, arboviroses como dengue em determinadas regiões e gastroenterites infecciosas associadas ao consumo de água ou alimentos contaminados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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