Uso racional de remédios amplia o autocuidado

Medicamentos isentos de prescrição ajudam em sintomas leves com informação e orientação adequada

O uso racional de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) tem se destacado como uma importante ferramenta para o autocuidado em saúde no Brasil. Esses medicamentos permitem que sintomas leves e autolimitados, como dor de cabeça, azia, febre e resfriados, sejam tratados de forma segura e responsável, ampliando a autonomia da população.

De acordo com a ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde, fortalecer o debate sobre o uso racional dos MIPs é fundamental para aprimorar o letramento em saúde e capacitar as pessoas a tomarem decisões informadas sobre seu próprio cuidado. O autocuidado responsável envolve compreender informações em saúde, reconhecer sintomas de menor complexidade e identificar quando é necessário buscar orientação profissional.

Medicamentos isentos de prescrição: segurança e uso adequado

Os MIPs são aprovados pela Anvisa para uso sem prescrição médica após rigorosa avaliação que comprova sua qualidade, segurança e eficácia. Eles são indicados para sintomas facilmente reconhecíveis pelo próprio paciente e devem ser utilizados conforme as orientações da bula e rotulagem.

O uso inadequado desses medicamentos ainda representa um desafio para a saúde pública, com riscos como o uso acima da dose recomendada, combinação indevida com outros medicamentos e uso prolongado sem acompanhamento profissional.

Informação qualificada e papel do farmacêutico

Em um cenário de ampla circulação de informações em saúde, a ACESSA destaca a importância do acesso a conteúdos confiáveis, baseados em evidências científicas e linguagem acessível. O farmacêutico desempenha papel fundamental na orientação sobre o uso correto dos medicamentos e na promoção do letramento em saúde.

Cibele Zanotta, presidente executiva da ACESSA, ressalta que “o autocuidado responsável não significa usar medicamentos sem critério. Pelo contrário, envolve informação, atenção às orientações de uso e compreensão sobre quando é necessário procurar um profissional de saúde”.

Ela acrescenta que “o acesso à informação confiável é fundamental para que a população consiga exercer o autocuidado em saúde de maneira segura. Ler a bula e o rótulo, respeitar a dose indicada e observar a persistência dos sintomas são atitudes essenciais”.

5 orientações para o uso seguro de MIPs

1. Leia atentamente a bula. Ela contém informações sobre dosagem, contraindicações, tempo de uso e possíveis interações medicamentosas.

2. Respeite a dose recomendada. Exceder a dose pode causar efeitos adversos e aumentar riscos à saúde.

3. Evite combinar medicamentos sem orientação. Mesmo os MIPs podem interagir com outros produtos e provocar reações indesejadas.

4. Observe a duração dos sintomas. Se persistirem, agravarem ou retornarem com frequência, procure avaliação médica.

5. Tire dúvidas com um profissional. O farmacêutico é um aliado importante para esclarecer dúvidas sobre o uso correto dos medicamentos.

O autocuidado responsável funciona como um aliado do sistema de saúde e dos profissionais médicos, promovendo maior participação ativa da população no cuidado com a própria saúde, sem abrir mão da segurança e do acompanhamento adequado quando necessário.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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