Pé torto congênito: diagnóstico precoce transforma vidas
No Dia Mundial de Conscientização, o caso de Maya destaca a importância do tratamento no INTO
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), no Rio de Janeiro, destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento especializado no Dia Mundial de Conscientização do Pé Torto Congênito, celebrado em 3 de junho. A data reforça a necessidade de atenção para essa condição que afeta cerca de um a cada mil recém-nascidos, segundo o Ministério da Saúde.
O pé torto congênito é uma deformidade que altera a posição dos pés do bebê, que ficam voltados para dentro, envolvendo ossos, músculos, ligamentos e tendões. Sem tratamento adequado, pode comprometer a marcha e a qualidade de vida da criança.
História de superação: Maya
Um exemplo concreto da importância do diagnóstico precoce é a pequena Maya, que foi diagnosticada ainda durante a gestação com pé torto congênito. Hoje, com quase dois anos, ela corre, brinca e se desenvolve normalmente graças ao tratamento realizado no INTO. A família de Maya buscou informações e iniciou o acompanhamento logo após o nascimento, seguindo o protocolo recomendado pelo instituto.
Atendimento e tratamento no INTO
No Centro de Atendimento Especializado (CAE) da Criança e do Adolescente do INTO, cerca de 30% dos atendimentos ortopédicos infantis são para crianças com pé torto congênito. Em 2026, o instituto triplicou a oferta de consultas ambulatoriais para esses pacientes, ampliando o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O método mais utilizado para correção do pé torto congênito é o Método de Ponseti, considerado padrão-ouro mundialmente. Ele consiste em manipulações seriadas dos pés, trocas semanais de gesso, um pequeno procedimento cirúrgico quando necessário e o uso de órteses para manter a correção obtida.
O ortopedista Daniel Furst, chefe do CAE Infantil do INTO, destaca a importância do diagnóstico precoce e do comprometimento dos responsáveis durante o tratamento, especialmente no uso correto das órteses, para o sucesso terapêutico.
O subchefe do CAE Infantil, Gustavo Trovão, explica que o método Ponseti é a primeira escolha e que outras abordagens podem ser usadas para complementar a correção, sempre com o objetivo de garantir um pé funcional e indolor, permitindo que a criança caminhe normalmente.
Orientações para famílias
Patrícia Martins, mãe de Maya, relembra o impacto do diagnóstico e a importância de buscar tratamento especializado: “Quando recebemos o diagnóstico, ninguém na família sabia o que era pé torto congênito. Começamos a pesquisar, entender a condição e procurar tratamento para que estivéssemos preparados quando ela nascesse”.
Hoje, ao ver a filha brincar e correr, ela afirma: “Ver minha filha caminhando, correndo e fazendo tudo o que qualquer criança faz é emocionante. Para as famílias que acabaram de receber esse diagnóstico, eu diria para confiar no processo. Cada etapa passa e o resultado vale a pena”.
Os especialistas reforçam que, diante da suspeita ou confirmação do diagnóstico, a busca por atendimento deve ser rápida. No INTO, o acesso ao tratamento depende de encaminhamento pelo sistema de regulação do SUS.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



