Olhar de Cinema amplia acessibilidade em Curitiba

Festival começa nesta quinta (4) com 125 exibições e 16 sessões acessíveis, incluindo janela de Libras na própria tela.

O 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba começa nesta quinta-feira (4) com uma novidade importante para a experiência do público: mais acessibilidade nas salas e, em alguns casos, direto na tela. Entre as 125 exibições desta edição, 16 contam com recursos de Libras, audiodescrição e legenda descritiva.

A principal mudança é a chamada acessibilidade na tela, que permite assistir aos filmes com a janela de Libras integrada à projeção, sem precisar alternar o olhar para um aparelho externo. Na prática, isso torna a sessão mais fluida e amplia o acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual ao conteúdo exibido.

Uma edição com mais sessões acessíveis

Segundo a organização, esta é uma média inédita e maior do que a vista em outros festivais. A proposta surgiu a partir de diálogo com a comunidade de pessoas com deficiência, como explica Gabriel Borges, co-diretor artístico do evento: “A partir do processo de troca e escuta com a comunidade de pessoas com deficiência compreendemos a importância de garantir que a acessibilidade estivesse presente na tela de cinema e não a partir de dispositivos externos, garantindo que mais pessoas pudessem ter acesso aos filmes e ter uma experiência cinematográfica mais completa”.

Entre os filmes com acessibilidade na tela estão sete dos oito títulos da Mostra Competitiva Brasileira, um da mostra Exibições Especiais e alguns curtas. Todas essas sessões estão detalhadas no guia oficial do festival.

Onde assistir às sessões acessíveis

As exibições com acessibilidade na tela acontecem, em sua maioria, na Cinemateca de Curitiba. A exceção é uma sessão da Mostra Pequenos Olhares, marcada para sábado (6), às 16h, no Auditório Poty Lazzaroto, no Museu Oscar Niemeyer (MON).

As sessões são gratuitas e abertas ao público, com distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada exibição. Além disso, haverá intérpretes de Libras e uma profissional especializada no atendimento a pessoas com deficiência visual para orientar o público.

Filmes que fazem parte da programação

Entre os títulos anunciados com recursos de acessibilidade estão Yellow Cake, A Holandesinha, A Menina que Queria ser Pedra, A Noite e os Dias de Miguel Burnier, Aterro Zeitgeist, Disciplina, Ecos do Amanhã e Enluarada. Cada obra integra sessões em datas e locais diferentes ao longo da programação.

Mais do que uma agenda de filmes, o recado desta edição é claro: cinema também é sobre acesso, permanência e pertencimento. E, quando a acessibilidade entra em cena desde a própria tela, a experiência se torna mais completa para todo mundo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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