Medicina fetal avança e transforma o acompanhamento da gestação

Subespecialidade amplia diagnósticos e tratamentos ainda na barriga, com foco no bebê e no apoio à família

A medicina fetal tem revolucionado o acompanhamento da gestação, indo além da simples visualização de imagens em ultrassons. Essa subespecialidade multidisciplinar dedica-se ao diagnóstico, prognóstico e tratamento das condições que afetam o feto desde o primeiro trimestre, sempre com atenção ao bem-estar da família.

O papel da medicina fetal

De acordo com o Dr. Fernando Maia, responsável pelo serviço de medicina fetal na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, um dos grandes avanços da área é o reconhecimento do feto como paciente. Isso permite uma análise abrangente da saúde fetal, utilizando genética avançada e tecnologias de imagem de alta resolução.

O trabalho é realizado em parceria com o obstetra que acompanha a gestante durante toda a gravidez. Juntos, eles investigam alterações suspeitas nos exames de rotina, aprofundam a avaliação do desenvolvimento fetal e, quando necessário, definem intervenções ou o planejamento ideal para o parto.

Condições identificadas pela medicina fetal

Entre as situações que podem ser detectadas estão:

  • Anomalias estruturais: malformações cardíacas, renais ou pulmonares, alterações no sistema nervoso central e defeitos na parede abdominal.
  • Alterações cromossômicas e genéticas: Síndrome de Down, Síndrome de Edwards e outras síndromes genéticas raras.
  • Complicações gestacionais em gêmeos: restrição seletiva de crescimento intrauterino e síndrome de transfusão feto-fetal.
  • Infecções congênitas: infecções por citomegalovírus, toxoplasmose e zika vírus, que podem causar sequelas se não monitoradas adequadamente.

Tratamentos durante a gestação

Algumas condições podem ser tratadas com procedimentos minimamente invasivos, como a fetoscopia, que utiliza uma pequena câmera para visualizar a placenta e aplicar laser para corrigir a circulação sanguínea entre gêmeos. Transfusões intrauterinas são realizadas em casos de anemia fetal grave, transferindo sangue diretamente para o cordão umbilical do bebê.

Além disso, a colocação de shunts (cateteres) permite drenar líquidos acumulados anormalmente, como no tórax ou na bexiga, aliviando a pressão sobre órgãos vitais e favorecendo o desenvolvimento fetal adequado.

“A terapia fetal é uma área em expansão na medicina. Hoje, podemos oferecer diversos procedimentos minimamente invasivos que mudam radicalmente a história natural de algumas doenças”, destaca o Dr. Fernando Maia.

Para as famílias, esses avanços representam mais segurança, informação e possibilidades de cuidado desde os primeiros momentos da gestação.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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