Dia dos Namorados sem dívida: como gastar com cautela
Especialista recomenda planejar o presente, evitar parcelamentos impulsivos e usar o orçamento do lazer para não comprometer as contas.
Com o Dia dos Namorados se aproximando, cresce a pressão para comprar presentes, reservar jantares e fazer a data especial valer a pena. No entanto, diante de um cenário econômico desafiador, com inflação acumulada de 4,39% em 12 meses e juros de 14,50% ao ano, especialistas alertam para a importância de celebrar sem comprometer o orçamento.
Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil para 2026, o ticket médio estimado para o Dia dos Namorados é de R$ 238, com movimentação prevista de R$ 22,14 bilhões na economia. Apesar disso, o planejador financeiro Jeff Patzlaff destaca que o romantismo pode e deve andar junto com o planejamento financeiro.
Planejar é uma forma de cuidado
Jeff Patzlaff ressalta que, embora falar de dinheiro em datas românticas possa parecer frio, o planejamento financeiro é um ato de cuidado consigo mesmo e com o parceiro, especialmente em um contexto de inflação e juros elevados. Ele recomenda analisar o orçamento mensal completo antes de decidir os gastos com a data.
O especialista sugere que os gastos do Dia dos Namorados sejam feitos exclusivamente com a parcela destinada ao lazer dentro do orçamento familiar, utilizando o método 50/30/20: 50% da renda para gastos essenciais, 30% para lazer e 20% para investimentos. A comemoração ideal deve representar entre 5% e 10% da verba de lazer disponível, evitando gastos impulsivos.
Formas de pagamento e cuidados com o consumo
O uso do cartão de crédito, comum em datas comemorativas, merece atenção. Patzlaff alerta para os riscos do parcelamento impulsivo, que pode transformar um presente em uma dívida prolongada, especialmente com as taxas do crédito rotativo que ultrapassam 428% ao ano, segundo o Banco Central.
Por outro lado, o PIX pode ser uma ferramenta estratégica para economizar, já que muitos lojistas oferecem descontos para pagamentos instantâneos, devido à ausência de taxas das maquininhas de cartão. Caso não haja desconto, o cartão pode ser vantajoso para quem possui programas de cashback, pontos ou milhas.
Além disso, o especialista alerta para as estratégias de marketing do varejo, como o aumento prévio dos preços para simular promoções, e recomenda consultar plataformas como Zoom e Buscapé para acompanhar o histórico de preços. A “regra das 24 horas” também é sugerida para refletir sobre a real necessidade da compra antes de finalizá-la.
Alternativas econômicas e diálogo no casal
Para quem enfrenta dificuldades financeiras, a recomendação é priorizar a reorganização das contas e evitar novos gastos. Celebrar com um encontro caseiro, jantar preparado a dois ou um piquenique pode ser mais significativo e menos oneroso.
O especialista enfatiza que o Dia dos Namorados deve ser uma oportunidade para fortalecer o diálogo sobre dinheiro no relacionamento, alinhando expectativas e definindo limites de gastos em conjunto. Ferramentas como contas compartilhadas ou aplicativos de divisão de despesas podem ajudar a manter o equilíbrio financeiro do casal.
Por fim, Patzlaff destaca que o foco da data deve estar na parceria e no afeto, não no consumo. A verdadeira celebração está em valorizar o ser, lembrando que o dia 12 é apenas uma data no calendário comercial, enquanto o amor e a parceria são construídos ao longo do ano.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



