Como organizar o expediente na Copa de 2026
Especialista explica o que empresas podem fazer para flexibilizar a jornada nos dias de jogos da Seleção e evitar conflitos trabalhistas.
A chegada da Copa do Mundo de 2026 deve colocar muitas empresas diante da mesma pergunta: como organizar o expediente nos dias de jogos da Seleção Brasileira sem criar problemas trabalhistas? A resposta, segundo orientações jurídicas reunidas no material, é que os dias de partida do Brasil não são feriados nacionais. Ou seja, a empresa tem autonomia para decidir se mantém a rotina, flexibiliza horários ou libera parte da equipe.
Planejamento é o que evita conflito
Mais do que uma decisão operacional, o assunto envolve clima interno, produtividade e segurança jurídica. A advogada trabalhista Janaína Cardia Teixeira, do Gomes Altimari Advogados, destaca que o ponto principal é a clareza: a empresa pode manter o expediente normal, liberar funcionários, adotar compensação de horas ou organizar banco de horas, desde que tudo seja previamente comunicado.
“A empresa possui autonomia para decidir se manterá o expediente normal, se haverá compensação de horas ou mesmo a liberação dos funcionários. O importante é que exista organização interna e alinhamento transparente com as equipes”, explica.
O que as empresas podem fazer
Entre as alternativas mais comuns durante a Copa estão:
- liberação antecipada com compensação posterior;
- uso de banco de horas;
- flexibilização parcial da jornada;
- home office em dias de jogos;
- pausa coletiva para assistir à partida.
Nesse último caso, a orientação é redobrar a atenção: o período em que o trabalhador permanece na empresa assistindo ao jogo é considerado tempo à disposição do empregador e deve ser tratado como jornada normal de trabalho.
Cada horário de jogo exige uma estratégia
A fase inicial da Copa terá partidas em horários diferentes, o que muda bastante o impacto sobre a rotina. Jogos às 19h ou 21h30 tendem a afetar menos equipes administrativas. Já partidas às 14h podem exigir ajustes mais complexos, especialmente em atividades presenciais, comércio, indústria e operações em escala.
Se a empresa decidir liberar colaboradores, a compensação precisa respeitar a CLT. O material cita formatos como compensação no mesmo mês por acordo individual, banco de horas semestral com acordo individual escrito ou banco de horas anual previsto em convenção coletiva. “Não basta apenas liberar os funcionários informalmente”, alerta Janaína.
RH também precisa cuidar da conduta
Além da jornada, as empresas devem reforçar regras de comportamento durante os jogos. Isso inclui consumo de álcool no expediente, uso obrigatório de EPIs, respeito ao ambiente profissional e postura ética em confraternizações internas. O dress code pode ficar mais flexível em alguns casos, mas funções operacionais e atividades com exigência de segurança devem manter as regras normais.
Para evitar improvisos, a orientação é que o RH consulte convenções coletivas com antecedência, avalie impactos operacionais, comunique as regras oficiais e alinhe lideranças. Durante a Copa, o mais importante é manter registro formal da jornada e tratar todos os times com critérios claros.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



