Wellness imobiliário cresce e muda onde viver

Setor deve avançar 15,2% ao ano até 2029, com foco em qualidade de vida, áreas verdes e convivência; Brasil aparece entre os protagonistas.

Comprar um imóvel deixou de ser apenas uma decisão sobre metragem e localização. Cada vez mais, famílias buscam lugares que ofereçam qualidade de vida, contato com áreas verdes, lazer e convivência — e é justamente essa mudança que impulsiona o wellness real estate, o mercado imobiliário de bem-estar.

Segundo o relatório de 2025 do Global Wellness Institute (GWI), o setor deve crescer, em média, 15,2% ao ano até atingir US$ 1,1 trilhão em 2029. Hoje, esses empreendimentos já respondem por 3,3% da produção anual global da construção e avançaram 19,5% ao ano entre 2019 e 2024, um ritmo bem acima do registrado pela construção civil tradicional, que cresceu 5,5% no mesmo período.

O que explica essa busca por bem-estar?

O estudo aponta que a expansão está ligada a uma mudança no comportamento do consumidor. A moradia passou a ser avaliada por critérios que vão além do imóvel em si: ambiente, mobilidade, socialização, sustentabilidade, comércio, serviços e vizinhança entram na conta.

Outro ponto é que o conceito de bem-estar também ficou mais amplo. Ele deixou de ser apenas físico e passou a envolver dimensões mentais, sociais e cívicas. Na prática, isso ajuda a explicar por que loteamentos e bairros horizontais vêm ganhando espaço, especialmente em Santa Catarina, estado que concentra quatro das cinco cidades mais valorizadas do país, segundo a FipeZap.

Brasil entra no radar dos grandes projetos

Nas Américas, a América Latina aparece como a região de maior crescimento no setor, com alta de 24%. Nesse cenário, o Brasil surge entre os protagonistas e recebe projetos que apostam justamente nessa ideia de urbanismo mais integrado à rotina das pessoas.

Um dos exemplos citados é o Flores de Sal, em Tijucas (SC), apontado como o maior bairro-cidade do Sul do Brasil. Em construção, o empreendimento já registrou valorização de 80% nos terrenos em 12 meses e terá 4,6 milhões de metros quadrados.

A proposta reúne moradia, lazer e vida ao ar livre, com lago de 25 mil m², Parque das Flores de 70 mil m², trilhas, quadras esportivas e áreas de convivência. A ideia é favorecer o senso de comunidade desde o início do projeto.

Para mulheres e famílias que pensam no futuro da casa onde vivem, a tendência ajuda a reforçar um ponto importante: morar bem hoje não é só ter um endereço desejado, mas também um entorno que ofereça tempo de qualidade, pertencimento e rotina mais leve.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 82 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar