Novo estudo pode reduzir quimioterapia no câncer de mama

Pesquisa internacional indica que teste genômico ajuda a evitar quimioterapia sem perder eficácia no tratamento do câncer de mama inicial

Um avanço promissor para mulheres com câncer de mama foi apresentado recentemente no maior congresso de oncologia clínica do mundo, a ASCO 2026. O estudo internacional OPTIMA revelou que milhares de pacientes com câncer de mama inicial do tipo ER+/HER2- podem evitar a quimioterapia após a cirurgia, desde que sejam selecionadas corretamente por meio de um teste genômico chamado Prosigna (PAM50).

Essa descoberta representa uma mudança importante no tratamento, pois permite que muitas mulheres sejam poupadas dos efeitos colaterais da quimioterapia sem comprometer a eficácia do tratamento. O teste genômico avalia o risco de recorrência da doença e identifica quem realmente se beneficiaria da quimioterapia.

Os resultados foram apresentados em Chicago, com a participação de mais de 4.400 pacientes, e mostraram que mulheres com escore genômico de risco mais baixo (ROR 60) mantiveram excelentes resultados no controle da doença durante os primeiros cinco anos, mesmo sem quimioterapia.

Especialistas que acompanharam a apresentae7e3o destacam o impacto dessa pesquisa na pre1tica clednica. A oncologista Susana Ramalho, do Grupo SOnHe, ressalta que o estudo refore7a o avane7o da medicina personalizada, permitindo tratamentos mais individualizados e menos agressivos. “Isso significa menos toxicidade, menos efeitos colaterais e melhor qualidade de vida para muitas mulheres”, afirma.

Outro ponto importante do estudo e9 que ele traz evideancias para grupos que ainda geravam dfavidas, como mulheres na pre9-menopausa submetidas e0 supresse3o ovariana e pacientes com maior comprometimento dos linfonodos.

O oncologista Higor Mantovani, tambe9m do Grupo SOnHe, destaca que a pesquisa fortalece a tendeancia de oferecer tratamentos mais precisos e humanos, preservando a qualidade de vida sem abrir me3o da efice1cia. “Nem toda paciente precisa da mesma intensidade de tratamento. Usar ferramentas genf4micas para identificar quem realmente se beneficia da quimioterapia e9 um avane7o significativo”, explica.

O principal autor do estudo, professor Robert Stein, da University College London, estare1 em Campinas nos dias 18 e 19 de junho para discutir os resultados durante o II Simpf3sio Ce2ncer de Mama Campinas, no Instituto de Oncologia da Unicamp. A presene7a dele e9 vista como uma oportunidade fanica para oncologistas brasileiros atualizarem seus conhecimentos e discutirem a aplicae7e3o pre1tica dos resultados no paeds.

Embora os resultados sejam animadores, os especialistas refore7am que a decise3o sobre a quimioterapia deve ser sempre individualizada e feita por avaliae7e3o me9dica especializada.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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