Mioma uterino: quando a cirurgia não é a única saída

Especialista explica os critérios para monitorar miomas e evitar cirurgias desnecessárias, valorizando a saúde e o bem-estar da mulher

Entenda quando a cirurgia para mioma uterino é necessária

Cerca de 2 milhões de brasileiras desenvolvem miomas uterinos anualmente, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar de serem tumores benignos frequentes, o diagnóstico ainda gera ansiedade e, muitas vezes, indicações cirúrgicas precipitadas. O ginecologista Dr. Thiers Soares, especialista em cirurgia robótica e referência nacional no tratamento de miomas, endometriose e adenomiose, reforça que a decisão de operar deve considerar mais do que o tamanho do tumor.

“Não operamos exames de imagem, operamos mulheres”, destaca o especialista. Para ele, fatores como sintomas, localização do mioma e o projeto reprodutivo da paciente são essenciais para definir o melhor tratamento.

Sete critérios para monitorar miomas sem cirurgia

  • Mioma assintomático: Tumores que não causam dor, sangramento intenso ou pressão em órgãos próximos geralmente não requerem intervenção imediata.
  • Tamanho reduzido: Miomas menores que 4 cm, sem crescimento acelerado, costumam ser monitorados. Exceção são os submucosos, que precisam de avaliação especial por afetarem a fertilidade.
  • Localização favorável: Miomas localizados fora da cavidade uterina, sem interferência em órgãos vizinhos, geralmente não exigem cirurgia.
  • Ausência de impacto na qualidade de vida: Se o mioma não prejudica a rotina ou o bem-estar emocional, o acompanhamento é a melhor estratégia.
  • Preservação da fertilidade: Para mulheres que desejam engravidar, a cirurgia só é indicada se o mioma representar risco real para a concepção ou gestação.
  • Proximidade da menopausa: Como os miomas dependem do estrogênio, tendem a regredir com a queda hormonal natural da menopausa, permitindo uma espera ativa.
  • Preferência da paciente: A autonomia da mulher é fundamental. Se optar por evitar a cirurgia, desde que acompanhada adequadamente, essa decisão deve ser respeitada.

Monitoramento e sinais de alerta

O acompanhamento inclui exames físicos regulares, ultrassonografias e, em alguns casos, ressonância magnética para avaliar a evolução do mioma. Sinais que indicam necessidade de reavaliação são crescimento acelerado do tumor, surgimento ou intensificação de sintomas, comprometimento de órgãos vizinhos ou dificuldades para engravidar.

Dr. Thiers ressalta que “a melhor cirurgia é aquela indicada na hora certa, para a paciente certa”. Essa abordagem personalizada valoriza a saúde integral da mulher, evitando intervenções desnecessárias e promovendo qualidade de vida.

Se você foi diagnosticada com mioma, lembre-se: o diagnóstico não é sentença de cirurgia. Converse com seu ginecologista sobre suas opções e a importância do acompanhamento cuidadoso para tomar a melhor decisão para seu corpo e seus planos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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