Cuidados paliativos vão além do fim da vida
História de “velório em vida” reacende a discussão sobre autonomia, acolhimento e qualidade de vida no câncer
A história de Tiago Pitthan, paciente com câncer que decidiu fazer um “velório em vida” ao lado de familiares e amigos, chamou atenção para uma conversa ainda cercada de tabus: o que significa, de fato, receber cuidados paliativos? Mais do que tratar a fase final da vida, esse cuidado está ligado à qualidade de vida, ao acolhimento e ao respeito aos desejos do paciente ao longo de toda a jornada oncológica.
Para o A.C.Camargo Cancer Center, o episódio ajuda a ampliar a compreensão sobre um tema que costuma ser associado apenas ao fim do tratamento, quando, na prática, os cuidados paliativos buscam apoiar a pessoa em diferentes momentos do câncer, inclusive em casos avançados ou não.
O que são cuidados paliativos?
Segundo a instituição, essa abordagem não se restringe à última etapa da doença. Ela envolve o cuidado integral da pessoa, considerando suas necessidades físicas, emocionais e sociais, além de suas preferências e valores.
Na visão do A.C.Camargo, o objetivo é permitir que o paciente continue vivendo com mais conforto e significado, cercado pelas pessoas importantes em sua vida. A proposta também reforça a autonomia: cada indivíduo pode ter demandas diferentes, e o cuidado deve acompanhar essa realidade.
Humanização no centro do tratamento
O debate ganha força porque o câncer ainda é, muitas vezes, vivido com medo e silêncio. Ao trazer histórias reais para a conversa, como a de Tiago Pitthan, o tema dos cuidados paliativos sai do campo técnico e se aproxima da experiência concreta de quem enfrenta a doença.
O Dr. Joaquim Pinheiro, Líder dos Cuidados Paliativos do A.C.Camargo Cancer Center, afirma: “Quando publicamos que o A.C.Camargo se inspira em histórias reais de quem trata o câncer vivendo, não podíamos deixar de reconhecer e exaltar a história do Tiago, que decidiu fazer o seu velório em vida, como um exemplo disso”.
Ele também destaca: “Nós apoiamos todas as pessoas, cada uma com suas necessidades e vontades individuais, de qualquer tipo de câncer, em qualquer situação, avançado ou não, independente da fase da jornada oncológica, a continuarem VIVENDO com seus familiares, seus amigos e todos aqueles que lhe são importantes”.
Uma conversa necessária
O assunto volta ao centro do debate num momento em que cresce a busca por uma medicina mais humana, que não olhe apenas para a doença, mas para a pessoa. É justamente aí que os cuidados paliativos ganham relevância: como forma de preservar dignidade, conforto e vínculo afetivo durante o tratamento.
O A.C.Camargo Cancer Center informa que conta com especialistas disponíveis para comentar o tema e contribuir com pautas sobre acolhimento, bem-estar, qualidade de vida e humanização do cuidado oncológico.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



