Check-ups e vacinas: a base da longevidade
Especialista explica por que prevenção, exames e imunização ajudam a cuidar da saúde em todas as fases da vida.
Viver mais, com autonomia e qualidade de vida, depende menos de agir quando a doença aparece e mais de cuidar da saúde de forma contínua. É essa a ideia destacada por Claudilson Bastos, médico infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, ao defender dois pilares da longevidade: check-ups regulares e vacinação em dia.
A proposta é enxergar a saúde como algo que se monitora ao longo da vida, e não apenas em momentos de alerta. Segundo o especialista, essa mudança de mentalidade ajuda a identificar riscos mais cedo, personalizar cuidados e evitar que pequenos desequilíbrios evoluam para problemas maiores.
Check-up vai além de “fazer exames”
Na visão de Bastos, o check-up deixou de ser uma bateria pontual de exames para se tornar uma avaliação mais ampla do organismo. Hoje, a medicina diagnóstica permite acompanhar sinais do corpo com mais precisão, além de ajudar na identificação de doenças em estágios iniciais.
Os exames laboratoriais também contribuem para monitorar a imunidade, mapear riscos genéticos e diferenciar infecções com sintomas parecidos, como dengue, zika e chikungunya. Na prática, isso favorece decisões clínicas mais rápidas e assertivas.
“A ideia de que cuidamos da saúde apenas quando ficamos doentes está ultrapassada. A longevidade se constrói com disciplina e prevenção. Assim como gerenciamos finanças ou a carreira, precisamos gerenciar nosso ‘capital de saúde’ ao longo de toda a vida”, afirma Bastos.
Vacinação também é cuidado de adulto
O outro pilar apontado pelo infectologista é a imunização. O alerta faz sentido em um cenário de baixa cobertura vacinal no Brasil: embora os índices tenham mostrado leve recuperação entre 2025 e 2026, a maioria das 16 vacinas do calendário infantil segue abaixo da meta de 95%.
O retorno de casos de sarampo, doença que o país chegou a eliminar, é citado como reflexo dessa queda na adesão. Para Bastos, um dos riscos é a falsa ideia de que vacina é assunto só da infância.
Na verdade, cada fase da vida pede atenção ao calendário vacinal, incluindo adolescência, gestação, vida adulta e envelhecimento. Vacinas contra influenza, Covid-19, herpes-zóster e as pneumocócicas foram destacadas como importantes para prevenir infecções que podem levar a complicações graves, hospitalizações e perda de autonomia.
Prevenção como escolha de vida
O especialista defende que a combinação entre monitoramento inteligente e imunização constante transforma a pessoa em protagonista do próprio cuidado. Em vez de apenas tratar doenças, a medicina preventiva ajuda a construir uma saúde mais estável ao longo do tempo.
“O futuro da saúde é proativo, não reativo. A medicina diagnóstica de ponta nos permite construir, e não apenas consertar, nossa saúde. O cartão vacinal e os resultados de check-ups são, na verdade, o seu passaporte para uma longevidade com autonomia e bem-estar”, finaliza.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



